Um gambá cheira o outro: lavagem de dinheiro, locador e locatário

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Coluna de Ricardo Kertzman – 23/maio/22 – 07h27

Ai, ai… Chega a ser cansativo e enfadonho, além de absolutamente indigesto e grotesco, mas vamos lá.

Primeiro, Lula da Silva, o meliante de São Bernardo, contratou Duda Mendonça, que confessou receber dinheiro sujo do Partido dos Trabalhadores – pelo caixa 2 – na época do Mensalão, ainda no primeiro mandato do Barba.

Depois, foi a vez de João Santana e sua esposa Mônica, presos pela pela Lava Jato por diversos crimes, os gurus do marketing da máquina criminosa lulopetista. Propaganda, para essa gente, tem de ser na base da ladroagem

Agora, é a vez de Sidônio Palmeira, o novo marqueteiro do PT, acusado de enriquecimento ilícito em um esquema que desviou cerca de 7.5 bilhões de reais dos baianos. Aliás, todos (Duda, Santana e Sidônio) são baianos ou ‘baianos’.

LULA: O HONESTO ENGANADO

Um gambá cheira o outro, diz o ditado. A alma mais honesta do Brasil jura de pés juntos que é… a alma mais hos que não foram presos. Vejamos:

Delúbio Soares e Joãnesta do Brasil. Porém, suas amizades mais íntimas dizem o contrário. São raros oo Vaccari, ex-tesoureiros do PT. José Dirceu e Antônio Palocci, companheiros históricos e ícones do partido. Marcelo Odebrecht e Leo Pinheiro, dois dos maiores empreiteiros do País. E Lula, tadinho, sempre enganado.

Pois é. Mais uma vez, o inocente pai dos pobres se vê às voltas com as coincidências infelizes que vivem a lhe atormentar. A mansão onde mora atualmente, com sua nova esposa, pertence a um argentino nada, digamos, ‘ficha limpa’.

O imóvel, de 700 metros quadrados, cinco suítes e oito banheiros, foi alugado pelo humilde líder sindical por módicos 20 mil reais mensais, pouco menos do que vinte salários mínimos da ‘classe trabalhadora oprimida pelo capitalismo selvagem’.

O dono é um tal de Frederico las Heras, que já foi preso e acusado de evasão de divisas e lavagem de dinheiro. Lula, aliás, também já foi acusado, condenado e preso pelo mesmo ‘branqueamento de capitais’. Que coincidência, não?

SEM SAÍDA, MAIS NÓIS GOSTA

De um lado, temos o chefe de um clã ligado às milícias, que pratica peculato e condecora assassinos de aluguel, além de indultar criminosos condenados pelo STF. Trato aqui de Jair Bolsonaro, o verdugo do Planalto, é claro.

De outro, Lula da Silva, o pai do Ronaldinho dos Negócios, homem inocente e puro que vive cercado de bandidos que se aproveitam de sua inocência e ingenuidade. São estes – ou um ou outro – os próximos presidentes do Brasil.

Sobre o autor: Ricardo Kertzman é blogueiro, colunista e contestador por natureza. Reza a lenda que, ao nascer, antes mesmo de chorar, reclamou do hospital, brigou com o obstetra e discutiu com a mãe. Seu temperamento impulsivo só não é maior que seu imenso bom coração.

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