Muito usado, usufruído e sempre abandonado, Campo do Botafogo, miniestádio do CPA-II, serve para tudo, até cenário de crime

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CUIABÁ/MT – Pouco depois de o bairro CPA-II [2ª Etapa da Morada da Serra] um grupo de jovens comandados pelo Professor Garcia [de Educação Física, formado pela UFMT], limparam parte de uma área onde se destinava à construção de uma praça e construíram um campinho de futebol, a princípio no sentido contrário ao do atual mini estádio atual, que veio a ficar conhecido como Campo do Botafogo.

Situado na Avenida Brasil, o “Campo do Botafogo” [atual mini estádio José da Silva Oliveira, Bife, um dos principais nomes na história do futebol de Mato Grosso, é um retrato do abandono. Lixo, matagal e mau cheiro tomam conta do local. A praça esportiva esportiva municipal em nada beneficia a população do bairro, a não ser um grupelho que se sente “proprietário” desse local publico.

Porém, esse grupelho nada ou muito pouco faz em benefício do local, que vive constantemente abandonado e ficou todo o tempo que durou o pico da pandemia de Corona vírus jogado às traças. Somente, no ano de 2019, é que um grupo de pessoas que utilizam com frequência o local conseguiram realizar alguma melhoria no local com uma “vaquinha” e ajuda de um vereador da Capital que doou  a grama e adubo para repor nos lugares onde estavam muito desgastado.

O grupelho “dono” do mini estádio tem muito cuidado com a parte de aluguel do campo e marcação de jogos de times amadores no local. Quando uma pessoa que fez um ótimo trabalho de recuperação no mini estádio do bairro CPA-III, reformando o campo e o vestiário e que começou fazer o mesmo no mini estádio do CPA-II, foi enxotado pelo grupelho “dono” do bem municipal.

Essa pessoa que utilizava o local para as atividades de uma Escolinha de Futebol, inclusive, começou o trabalho de molhar [ou aguar] o campo todos os dias, inclusive, realizou instalação de água filtrada e gelada para os times que realizam jogos ali, coisa que nunca havia sido feita no local.

Devido ao abandono a que sempre é relegado, o  mini estádio serviu até para realização de crime de homicídio, como aconteceu com a jovem Juliene, que no dia 28 de maio de 2012, amanheceu pendurada no corrimão da passarela que passa atrás das arquibancadas com uma calça Jean amarrada no pescoço e que até a presente data não teve um desfecho por parte da Polícia Judiciária Civil.

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