Ultima rodada da 1ª Fase do mais ridículo Campeonato Mato-grossense já realizado

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Cuiabá Esporte Clube, o time mais caseiro do Brasil. Ganha tudo em MT, mas fora não ganha de ninguém

O clube da capital está embalado, invicto, classificado para a segunda fase do Estadual a com várias rodadas de antecedência, deita e rola no campeonato local, mas basta dar um pulinho fora do Estado que a decepção é certa, não de ninguém.

Pela Copa Verde foi a Campo Grande e perdeu para o inexpressivo Novo Operário, na Arena Pantanal venceu fácil, mas no mesmo estádio foi derrotado pelo mais inexpressivo ainda Atlético do Espirito Santo. Já pela Copa do Brasil foi a Recife, e derrota para o Náutico. Quer dizer, o Cuiabá é um time caseiro. Está mais do que confirmado. Não por acaso, o “Dourado” escapou por pouco do rebaixamento para a Série D do Campeonato Brasileiro, não ganhou um jogo fora de casa e foi o rei do empate.

Cuiabá perde na Arena Pernambuco para o Náutico pela Copa do Brasil [Crédito: Folha de Pernambuco]
De que adianta ser o melhor do Estado? Ainda mais num momento em que o futebol de Mato Grosso é uma verdadeira piada, uma palhaçada, uma vergonha nacional. Um Estado que nunca tem, por exemplo, os gols de seus campeonatos mostrados no quadro Gols do Fantástico programa da Rede Globo. Na boa época do Dutrinha e do Verdão, sempre eram mostrado os gols, principalmente na disputa do Campeonato Brasileiro.

Este gol olimpico marcado pelo saudoso Pelezinho em 1976 contra o Vasco da Gama, foi mostrado nos Gols do Fantástico. [Arquivo]
Nunca o futebol de Mato Grosso foi arrastado a um nível tão baixo como esta edição de 2018. Haviam tantas críticas às gestões de Carlos Orione à frente de Federação Mato-grossense de Futebol/FMF, especialmente por sua longa permanência no comando do futebol mato-grossense. Mas na época de Orione, nosso futebol era respeitado, nossos clubes montavam times de categoria, havia a importação de jogadores de renome no futebol brasileiro. Agora esta atual gestão está sendo uma vergonha nacional. O sucessor de Orione teve melhor desempenho.

Na verdade com Carlos Orione no comando, o futebol de Mato Grosso viveu sua Época de Ouro, seu apogeu. Uma época em que os times montavam elenco de categoria, cheio de nomes conhecidos e até com passagem pela Seleção do Brasil, casos dos goleiros Cao [Botafogo] e Wilson Quiqueto [Santos], os laterais direito Tuca [Santos] e o esquerdo Rildo [Santos/Botafogo], o médio volante Roberto Dias [São Paulo] e os pontas direita Babá [Santos] e  Osni [Santos/Vitoria-BA/Flamengo] no Dom Bosco nos anos 70; o meia armador Brecha [Santos], o centro-avante Claudio Adão [Santos/Flamengo] e o ponta esquerda Edu [Santos] no Mixto nos anos 80 e Jairzinho [Botafogo] no Operário de Várzea Grande, também na década de 80.

Um dos grandes times montados pelo Mixto, no Dutrinha lotado. Em pé: Belmar, Herivelto, Joel Silva, Nelson Vasquez, Jorge Macedo e Josias. Agachados: Tuta, Celso, Ari Contijo, Pastoril e Ernâni [Arquivo]
Orione conseguia ajuda financeira para os clubes, trouxe a seleção brasileira para jogar várias vezes aqui em Cuiabá. Infelizmente, a política aparelhou o futebol assim como aparelhou todos os órgãos e entidades públicas, o executivo e o judiciário. O atual Campeonato Mato-grossense está um circo, uma verdadeira palhaçada. Show de falta de profissionalismo de dirigentes tanto dos clubes, quanto da Federação. Qualquer campeonato amador de Cuiabá ou de Várzea Grande está melhor organizado do que o profissional.

Para os que amam o futebol, o de verdade, como era jogado na época do Liceu Cuiabano, do Dutrinha e principalmente do Verdão, ficam as saudades e as lembranças de uma época em que o futebol de Maro Grosso era feito por gente do esporte, dirigentes que eram torcedores e que davam a vida para ver seus times conquistando títulos e dando alegrias para seus torcedores.

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