Trinca no meio funciona, Ponte breca Atlético-MG e tem vantagem; análise

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Como parar o Atlético-MG? Essa era a pergunta que atormentava Eduardo Baptista antes da bola rolar na noite de quarta-feira, no Mineirão. O comandante da Ponte Preta conseguiu, em campo, a resposta ideal. O empate, por 1 a 1, foi a prova que a tática armada pela Macaca funcionou e, com isso, uma nova igualdade, desta vez sem gols, em Campinas, bastará para a equipe campineira ir às quartas de final da Copa do Brasil. Antes disso, porém, ainda é preciso voltar o foco à Série A.

Ponte Preta Macaca Campinho (Foto: GloboEsporte.com)Triângulo no meio de campo formado por João Vitor, Maycon e Galhardo funcionou bem (Foto: GloboEsporte.com)

Contra o Galo, Eduardo não pôde contar com Wendel, que já atuou pelo Goiás na Copa do Brasil. Sem um de seus pilares no setor, o treinador apostou em uma trinca de meio-campo formado por João Vitor, Maycon e Thiago Galhardo. Começar com um meia e não com um volante parecia um pouco ousado fora de casa, mas com o passar do tempo ficou claro a intenção do comandante. O camisa 10 não apenas ajudou na marcação, mas também melhorou a saída de bola da Macaca.

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Em inúmeras vezes foi possível observar que o trio jogava bem perto. A proximidade entre João Vitor, Maycon e Galhardo quebrou a passada do Atlético-MG, que na maioria do jogo apelou aos lançamentos longos. E quando isso acontecia, Grolli e Fábio Ferreira levava a melhor sobre os atacantes do Galo. Com os três próximos um do outro, a compactação ficou clara. E isso só foi quebrado no segundo tempo, quando Eduardo precisou mudar as peças por conta de cartões.

Ponte Preta Macaca Campinho  (Foto: GloboEsporte.com)Roger apareceu como mais adiantado na defesa; Rhayner e Clayson ajudaram na marcação (Foto: GloboEsporte.com)

No ataque, Clayson e Rhayner voltaram a cumprir muito mais uma função tática, ajudando o time a marcar. Eles acompanharam, Marcos Rocha e Douglas Santos, laterais do Atlético-MG. Roger foi o responsável pelo primeiro combate. Antes mesmo de marcar o primeiro gol, era possível observar que a Ponte jogava atrás da linha do campo, sendo o camisa 9 o mais adiantado, enquanto os dois mais velozes pelos lados aguardavam a retomada da bola para as jogadas de contra-ataque.

Em alguns lances é possível ver situações do jogo a favor e contra a Ponte:  

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quem marca quem?

No começo do jogo, a Ponte demorou para se organizar. Isso porque Otero foi a novidade no Galo no lugar de Maicosuel. Com um jogador mais rápido no lugar de um mais técnico, coube a Eduardo Baptista definir quem iria acompanhá-lo. Em um lance em que o Atlético-MG subiu a marcação, Nino Paraíba rebateu errado, e Robinho tocou para deixar Carlos de frente para o goleiro Aranha. O atacante, porém, chutou por cima. Veja o vacilo no vídeo abaixo:

 
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bola aérea é temor

As jogadas pelo alto atormentam a defesa da Macaca. E no Mineirão poderia ter causado um estrago significativo. Na falta cobrada por Marcos Rocha, o posicionamento da zaga da Ponte mostra que isso precisa ser melhorado. Reinaldo não acompanha os atletas do Galo, enquanto João Vitor ficou marcando o jogador e esqueceu de observar a bola. Ronaldo desviou e Aranha defendeu. O lance pode ser visto com calma no vídeo abaixo:

 
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no lugar certo

Apesar dos vacilos no início e na bola parada, a Macaca se organizou e conseguiu brecar o time atleticano. Após isso, soube trabalhar as jogadas para ir avançando, ganhando espaço e chegar ao gol. O experiente Roger mostrou que um artilheiro precisa sempre buscar a melhor posição dentro da área. No limite do impedimento, ele se postou na linha do último zagueiro e quando Clayson falhou no arremate, bastou um toque para abrir o placar. Veja o lance:

 
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chance de ouro

Maycon poderia ter feito 2 a 0 para a Ponte ainda no primeiro tempo. Ele recebeu de Rhayner e mesmo de frente para Uilson mandou pela linha de fundo. Mas o detalhe na jogada é a força coletiva da Macaca. Observe que após o chutão para o campo ofensivo do Galo, quem aparece para afasta é Roger. Isso mesmo, o camisa 9 estava na área defensiva. A bola cai nos pés do veloz Rhayner, que dá o passe açucarado para Maycon, que falha na conclusão. Veja o lance:

 

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Trave salvadora

As jogadas do Atlético-MG sempre passavam pelos pés de Robinho. Com a marcação próxima, ele precisou de toques rápidos para criar chances de gol. Em uma delas, o atacante pegou a defesa da Ponte desarrumada. Carlos dominou, ganhou de Grolli e bateu colocado. A bola ainda desviou no calcanhar de Fábio Ferreira antes de encobrir Aranha e parar na trave. O lance está no vídeo abaixo:

 
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bobeou, levou!

Em um dos únicos lances que João Vitor não estava na marcação de Robinho, o camisa 7 do Galo empatou. Na jogada, Clayson perdeu a bola e o volante tentou recuperar se jogando de carrinho no meio de campo. Maicosuel avançou e serviu o atacante. Abuda, que havia acabado de entrar no lugar de Maycon, não acompanhou. E isso fez toda a diferença. Grolli precisou sair da área e ficou um espaço enorme para Robinho, com dois toques, empatar o jogo como mostra o vídeo:

 

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