Sintep “desafia” governo a apresentar proposta e mantém greve da Educação

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Profissionais decidiram manter greve da educação, mesmo após ameaça de demissões

O Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep) decidiu manter a greve da educação que já se arrasta há 70 dias. A deliberação se deu na tarde desta segunda-feira (5), horas depois que o Governo alertou, por meio da Procuradoria-Geral do Estado (PGE), sobre a possibilidade de demissão dos servidores grevistas.

Ao ter conhecimento da notícia, o presidente do Sintep, Valdeir Pereira declarou: “coloco o desafio para que o governo, ao invés de ficar perdendo tempo, apresente uma proposta, o mais rápido possível e assim possamos discutir a suspensão da greve”.

Conforme o sindicalista, a “ameaça” da PGE, com orientações encaminhadas à Secretaria de Estado de Educação (Seduc), já era conhecida pela categoria desde maio, quando o Executivo declarou uma série de medidas contra o movimento, incluindo a abertura de procedimentos administrativos disciplinares (PAD) contra os servidores.

“Isso coloca o governo de Mato Grosso como o governo da malvadeza, que vai implementar toda e qualquer medida para esse movimento reivindicatório da categoria, ao invés de apresentar uma proposta para o cumprimento da Lei 510/2013”, destacou.

A categoria realizou a nova assembleia em frente ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT-MT), no Centro Político Administrativo. Lá, o grito pela permanência da greve foi unânime. Depois da votação, os profissionais fizeram passeata pelo Centro Político.

Reposição

O representante da categoria também comentou a respeito da crescente manifestação de pais, que pedem a retomada das aulas temendo que as crianças percam o ano letivo.

Segundo revelou, os profissionais também se preocupam com a reposição das aulas perdidas. Contudo, garantiu que todos os 200 dias letivos, estipulados em calendário do Ministério da Educação serão cumpridos pelos grevistas.

“Essa greve tem se arrastado única e exclusivamente por causa do Governo do Estado, que tem se negado a apresentar uma proposta. Tão rápido o governo apresente uma proposta à categoria, que desde quinta-feira espera a possibilidade de uma proposta, possamos submeter e retomar nossas atividades”, finalizou.

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