Santos vence Corinthians duas vezes e é campeão brasileiro feminino de 2017

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Santos o principal elenco do futebol feminino no brasil. Campeão Brasileiro de 2017. [Torcedores.com-uol]

Com gol de argentina, Santos ganha Brasileirão feminino

DE SÃO PAULO – O Santos conquistou pela primeira vez o título do brasileiro feminino. quinta-feira (20.07), a equipe sagrou-se campeã após vencer o Corinthians por 1 a 0, na Arena Barueri, no segundo jogo da decisão.

No primeiro jogo realizado a uma semana na Vila Belmiro, as Sereias da Vila, como são conhecidas as santistas, venceram por 2 a 0. O Santos volta a conquistar um título de expressão na modalidade após sete anos. Na década passada, foi bicampeão da Copa do Brasil (2008 e 2009) e da Libertadores (2009 e 2010).

Em 2009, a equipe da Vila Belmiro contou a atacante Martha, que está no Orlando Pride. De acordo, com o presidente santista, Modesto Roma Junior, a jogadora pode retornar ao clube na próxima temporada.                                                                             “Estamos costurando um acordo com o Orlando Pride. Porém, é necessário casar o período de recesso da Liga Americana com o calendário brasileiro ou da Copa Libertadores“, disse.

sole-jaimes-comemora-o-gol-do-santos-contra-o-Corinthians-na-final-do-campeonato-brasileiro-de-futebol-feminino. [Torcedores.com-uol]
O único gol do jogo foi feito pela argentina Sole Jaimes, 28, que terminou a competição como artilheira – fez 18 gols em 19 partidas.

Buraco no calendário deixa equipes femininas ociosas. Santos e Corinthians encerraram temporada nacional dia 20 de julho

BELA MEGALE                                                                                                             DE BRASÍLIA                                                                                                       SÉRGIO RANGEL                                                                                                         DO RIO

O Santos campeão brasileiro feminino de 2017, Série A1, corre o risco de de ficar até seis meses sem disputar uma partida oficial entre o término desta temporada e o inicio da próxima.

O time está classificado para a segunda fase do Paulista, que irá até a primeira quinzena de setembro. Se chegar até à final, jogará no máximo até meados de outubro.

Depois disso, o time só volta a campo pelo Brasileiro do ano que vem. O torneio não tem uma data de inicio confirmada, mas o mais provável é que se repita o formato desse ano e comece em março.

Até o ano passado, a CBF organizava o Brasileiro e a Copa do Brasil femininos. Os torneios eram disputados cada um em um semestre e duravam no máximo três meses.

Neste ano, a confederação extinguiu a Copa do Brasil para deixar o Brasileiro mais equilibrado e atrativo, com duas divisões e quatro meses de duração. A mudança, porém, deixou um espaço ocioso no calendário.                                                                         “O Brasileiro foi um sucesso. A qualidade dos jogos melhorou e os torcedores abraçaram suas equipes. Porém, precisamos criar duas competições nacionais para fomentar mais a modalidade“, diz o presidente do Santos, Modesto Roma Junior, 64. “O masculino está jogando demais, enquanto que o feminino está jogando pouco“.

O Corinthians, que tem uma parceria com o Audax no futebol feminino, é outro que reclama do período sem competições. A equipe, que também está na segunda fase do Estadual, ainda disputará a Libertadores, que será realizada entre novembro e dezembro no Paraguai. A vaga foi garantida com o título da Copa do Brasil de 2016.                         “A CBF deveria fazer um outro campeonato para o calendário não ficar ocioso. Com apenas quatro meses de competição, muitas atletas ficarão desempregadas e muitas dessas jogadoras sustentam suas famílias“, disse Cristiane Gambare, diretora de futebol do Corinthians.                                                                               “Não podemos olhar apenas para São Paulo, que tem um estadual com dezesseis clubes e praticamente seis meses de duração. Temos de olhar de uma maneira geral. Outros Estados não possuem equipes qualificadas e nem competições“, completa.

O Mixto  Esporte  Clube  de Cuiabá,  que fez  a  pior  campanha de  toda história  dos Campeonatos  Brasileiro, masculino ou feminino. Em oito jogos, foram oito derrotas. [Reprodução: Mixtonet]
Sensação do Brasileiro feminino, a equipe do Iranduba, eliminado na semifinal, por exemplo, estuda várias ações de marketing para continuar pagando sua folha salarial de R$ 60 mil por mês até o final do ano.

O clube tinha receita com a venda de ingressos – no valor de R$ 20 – nos jogos do Nacional realizados na Arena da Amazônia. No duelo contra o Santos, valido pela semifinal, mais de 25 mil pessoas assistiram ao jogo.                                                                               “Sem uma competição oficial no segundo semestre, fica muito difícil conseguir receita para quitar os compromissos com as atletas. Complica até mesmo para conseguir patrocinador, já que não temos um torneio importante para exibir a marca do parceiro“, diz o presidente do clube, João Amarildo Dutra, que negocia amistosos com times de outras cidades do Estado para obter receitas.

Atualmente, o Iranduba disputa a Copa do Brasil de Futsal. O time vai ficar quase dois meses sem disputar um torneio nacional oficial.

CBF planeja torneio amistoso com oito clubes

LUIZ COSENZO                                                                                                           DE SÃO PAULO

Para amenizar o período sem jogos, a CBF planeja criar um torneio amistoso para o segundo semestre.

Jogadoras do Iranduba de Santa Catarina que foi a sensação do Brasileiro de 2017. [Reprodução]
Oito equipes seriam convidadas para o torneio: os seis melhores da Série A1 (Santos, Corinthians, Flamengo, Iranduba, Kindermann e Rio Preto) e os finalistas da Série A2 (Portuguesa e Pinheirense-PA). A realização depende da aprovação do presidente da CBF, Marco Polo Del Nero.

O coordenador de futebol feminino da CBF, Marco Aurélio Cunha, afirmou que a entidade trabalha para atender aos clubes e melhorar o Brasileiro. “Estamos estudando alternativas. Devemos ter ajustes para o próximo ano e a tendencia é melhorar cada vez mais“, disse o dirigente que não vê a Copa do Brasil como solução. “O formato da Copa do Brasil é bonito, mas não é a solução, já que o time pode disputar dois jogos e ser eliminado“, afirmou.

O Brasileiro é promovido pela SportPromotion e a Kleper, em parceria com a CBF. Patrocinador do torneio, a Caixa destina verba de R$ 10 milhões por ano. A organização paga transporte, alimentação e hospedagem dos times.

Os clubes da série A1 recebem R$ 10 mil por jogo como mandante, R$ 5 mil como visitante e premiação pela colocação.

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