PSD vai suspender Flordelis do partido e prepara expulsão

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Presidente da legenda, Gilberto Kassab anunciou que a legenda adotará medidas após o indiciamento da parlamentar

Paulo Moura – 24/08/2020 – 20h28 – atualizado 24/08/2020 as 14h45

Em nota repassada ao portal O Antagonista na manhã desta segunda-feira (24), o presidente do Partido Social Democrático (PSD), Gilberto Kassab, anunciou que a legenda já está atuando para expulsar a deputada federal Flordelis (RJ), eleita pelo partido em 2018, e indiciada pela autoria da morte do marido, o pastor Anderson do Carmo.

– O PSD esclarece que desde o início acompanhou o caso citado e defendeu o andamento e aprofundamentos das investigações. Diante do indiciamento da parlamentar, o corpo jurídico do partido adotará as medidas para a suspensão imediata de sua filiação e, a partir dos desdobramentos perante a Justiça, serão adotadas as medidas estatutárias para a expulsão da parlamentar dos seus quadros – disse.

A deputada responderá por homicídio triplamente qualificado (por motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima), associação criminosa, falsidade ideológica e uso de documento falso. O pastor assassinado era secretário-geral do PSD no Rio de Janeiro. O inquérito concluiu que Anderson foi morto por questões financeiras e poder na família.

Apesar do indiciamento, a deputada, porém, não pôde ser presa em razão da imunidade parlamentar. Ao todo, oito mandados de prisão foram executados na ação: seis contra filhos do casal, um contra uma neta e um contra um ex-PM.

O CASO

O pastor Anderson do Carmo foi assassinado na madrugada do último dia 16 de junho, na garagem de casa, em Pendotiba, Niterói (RJ). O laudo mostrou 30 perfurações pelo corpo, a maior parte nas costas, peito e região da virilha. Anderson era casado há 25 anos com Flordelis, pastora e deputada federal pelo Rio de Janeiro. Sempre ao lado da esposa, ele atuava como secretário-geral do PSD no Estado.

Dois filhos da pastora, Lucas dos Santos, de 18 anos, e Flávio dos Santos, de 38, estão presos desde o dia 17 de junho de 2019, um dia após o crime. Eles foram indiciados pela morte do pastor. O mais velho assumiu ter efetuado seis tiros. Lucas teria ajudado comprando a arma, mas não estaria em casa no momento dos disparos. Os agentes ainda estão investigando os pontos contraditórios.

Um terceiro filho teria afirmado, em depoimento, que não ouviu discussão, barulho de carro ou moto em fuga. Que quando chegou na cena do crime encontrou o irmão Flávio próximo ao pai, caído. Ele garantiu ainda que o celular de Anderson, que está sumido, foi entregue a Flordelis.

Ainda em depoimento, o filho disse que o pastor já recebeu uma mensagem com ameaça de morte e uma das irmãs ofereceu R$ 10 mil a Lucas para que cometesse o crime. Flordelis e três filhas já teriam colocado remédios na comida de Anderson, por isso, sua saúde estava debilitada.

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