Prefeitura de SP usa dinheiro público para bancar 5 trios na Parada Gay

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Ontem, neste Editorial que tenho em alto apreço, li o artigo de um colega publicado com a intenção de condenar a militância anti-cristã que tem comparecido à parada gay. Um tema correto. Fiquei, contudo, estarrecida com o tom depreciativo dirigido a seres humanos que, por acaso, são homossexuais. O artigo me pareceu menor, a julgar pela gravidade de se ter um Estado que investe recursos públicos de modo seletivo.

O nó cego da parada gay não me parece ser a “ofensa a Deus” de uns militantes ateus apaixonados por Foucault que dela participam. Está para nascer um militante que não seja idiota. O militante é o ser humano que trocou o exercício reflexivo individual por uma receita política distribuída em material gráfico produzido em série. Quem troca habilidades espirituais que nos distinguem enquanto espécie por raciocínios engessados de um terceiro cuspidos em forma de cartilha demonstra vazio espiritual, em primeiro lugar. Incapacidade lógica, em segundo.

O nome vulgar e corriqueiro para “incapacidade lógica” e “vazio espiritual” é “idiota”. Militantes são idiotas. Pessoas idiotas, seja lá qual for a “causa” que trazem no peito. Idiotas ofendem a luz interna de qualquer ser-humano digno. Dá um trabalho danado não ser um idiota. Quem o tenta, sabe. Quem nunca tentou, rebaixa a dignidade da natureza humana para obedecer ao orgulho luciferino de um liderzinho transitório.

Abandonar a essência do cristianismo, seio por excelência da tolerância, implica também virar as costas à dignidade humana. Todo o resto é consequência. Em todas as zonas da militância, a dignidade não existe. Isso é visível nos “movimentos minoritários” sequestrados pela esquerda, órfã do proletariado desaparecido.

Dito isto, consideremos a estrutura da Parada Gay de São Paulo e o quanto a Prefeitura nos rouba para auxiliá-la. Dos 19 trios, 8 pertencem à ONG APOGLBT SP, 6 são bancados por patrocinadores privados (Amstel, Avon, Uber e Burger King) e 5 pela prefeitura de São Paulo. Em termos monetários, a prefeitura investiu 1,8 milhões no evento. As regras de fechamento do trânsito são diferentes daquelas aplicáveis às manifestações de cunho político de reles mortais, como nós. Paulista inteiramente fechada das 08H00 às 19H00. Não vi no mapa preocupação em preservar vias como Augusta e Brigadeiro, geralmente preservadas em manifestações lideradas por ativistas “genéricos”.

Tem mais. A prefeitura não só pagou os 5 trios, como também envia 540 seguranças privados. O governo colabora e endossa o evento distribuindo 1500 auto-testes de HIV. Dinheiro de uns usado para monitorar as consequências possíveis da atividade sexual alheia. Tudo isso custa dinheiro. Nada disso é estendido a manifestações contemplando pautas de interesse comum à sociedade. Esse é o ponto que me choca.

Oscar Wilde foi condenado a trabalhos forçados por ser o que era. Allan Turing, que serviu na II guerra, foi condenado à castração química por dar vazão à sua atração física por pessoas do mesmo sexo. Recordar esse tipo de brutalidade me causa dor e consternação. Felizmente, não ocorre mais. O Estado se deu conta que estava errado. Se condiz ou não com a sabedoria judaico-cristã amar pessoas do mesmo sexo, afirmá-lo já não pertence ao Estado, mas à consciência individual.

Não há no Brasil leis que criminalizem a vida sexual de seres-humanos, seja ela qual for. Nossos costumes nesse registro, convenhamos, são bem flexíveis. Há na moralidade individual razões de sobra para se manter distância de atitudes que nos causam horror, comiseração ou antipatia. Isso é natural e permanente. Que cada um lide com seu detrator privado. Aprendi a manter distância de hedonistas. Eles me cansam na dissipação vazia a que se devotam com fervores sectários. Mas é claro que não julgo acertado o Estado ocupar-se de puni-los por adotarem tal modo de vida. É um assunto privado.

Mais inadequado ainda que punir indivíduos por viverem como vivem sem prejuízo a terceiros é o Estado financiar seletivamente a manifestação pública de temas de ordem privada. Por temas de ordem privada, entendo também a confissão religiosa.

Não falta gente para condenar a prefeitura, caso ela decida destinar recursos públicos à marcha para Jesus em alguma cidade do Brasil. Mas está faltando quem aponte o abuso de poder por parte do prefeito que destina dinheiro comum a formas de ativismo específicas. Nem carnaval, nem parada gay, nem marcha para Jesus. Nada justifica o Estado usar a arrecadação pública para financiar manifestações de natureza moral ou cívica. Desconfio de todo ativista simpático a esse tipo de privilégio, cujo nome vulgar e corriqueiro é conluio mesmo.

O conluio entre ongs LGBTRSEG e a prefeitura de São Paulo é vexaminoso. Qualquer ser humano politicamente educado enxerga isso, seja qual for sua inclinação sexual. Como diz meu amigo autor do projeto Clodovil Presente, “não tenho orgulho do que faço na cama, mas do que faço na vida”. Isso é amor ao caráter. O resto é baderna, idiotice e doses cavalares de imaturidade política.

A Deus o que é de Deus. A César o que é de César. Deus permanece onisciente. Já nossos Césares, andam mais cegos do que nunca. O destino de todo César que perdeu a vista é cair de joelhos. O péssimo Bruno Covas e sua trupe cairão também.

Fonte: http://editorialmbc.com.br/prefeitura-de-sp-usa-dinheiro-publico-para-bancar-5-trios-na-parada-gay/?fbclid=IwAR3IwnYLxgM9SDuDOYu8SMk5R2mnYOcwGX5_-qCBXqQVkt_K1kPTFsevI0s


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