PF aponta desvio de R$ 300 mi em obras viárias e do Pan-2007

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Investigações aponta que construtora Delta fez repasse de verba a empresas de fachada nas gestões de Lula e de Dilma

A empreiteira Delta e seu dono Fernando Cavendish, foram alvo de operação da Policia Federal e do Ministério Público Federal envolvendo os empresários Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, e Adir Assad.

Segundo investigadores, o esquema desviou R$ 370 milhões de obras públicas para empresas de fachada criadas por Assad e Cachoeira.

A Delta teria recebido verba pública para fazer obras de infraestruturas que não saíram do papel e cometido fraudes na construção do Parque Aquático Maria Lenk, usado no Pan- Americano de 2007 e uma das arenas dos jogos olímpicos do Rio 2016.

As irregularidades, segundo investigações, ocorreram de 2007 a 2012, nos governos de Lula e de Dilma Rousseff (PT). O dinheiro, disse um procurador, servia para propina a agentes públicos – os seus nomes não foram revelados.

Cachoeira e Assad foram presos. Seus advogados disseram não ver fundamento para que fossem detidos. Cavendish, que também teve a prisão decretada, está fora do país. Sua defesa afirmou que recorreria à justiça contra a decisão.

E um dia após a justiça federal decretar a prisão preventiva do empresário Fernando Cavendish, ex-presidente da Construtora Delta, o desembargador Antonio Ivan Athié, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região(TRF-2), concedeu nesta sexta-feira (01.07), um Habeas Corpus que transforma a prisão em domiciliar, segundo informou a assessoria de Cavendish.

O empresario está em viagem à Europa desde 22 de junho e ainda não tem data para voltar, mas está providenciando o retorno ao Rio de Janeiro, segundo sua assessoria. Quando chegar ao Brasil não será mais encaminhado a uma carceragem, mas terá de ficar em casa. Como o processo tramita em segredo de justiça, o TRF-2 não confirmou nem negou a concessão do beneficio.

CARLINHOS CACHOEIRA
Empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira

PROPINA EM CONSTRUÇÃO                                                                                          Como funcionava o suposto esquema da Delta

R$ 11 BILHÕES                                                                                                       Recebidos em contratos com governos entre 2007 e 2012.                                           Valor correspondia a 96% de seu faturamento da Delta

DESSE MONTANTE                                                                                                         R$ 6,6 bilhões, eram de contratos com o DNIT

R$ 370 MILHÕES Do valor recebido, eram repassados a 18 empresas de fachada, criadas por Carlinhos Cachoeira, Adir Assad e Marcelo Marcelo Abbud

R$ 200 MILHÕES                                                                                                      Foram pagos sem qualquer vinculação com as obras e sem justificativa

AGENTES PÚBLICOS                                                                                                         Não foram especificados pelos investigadores;                                                        Recebiam o dinheiro em espécie, para evitar o rastreamento

OBRAS ENVOLVIDAS                                                                                                   OBRAS DO DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes);            Construção do Parque Aquático Maria Lenk. Obra do Pan e local da olimpíada

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