O Campeonato Carioca de 2020 volta às origens: Será disputado em Turno e Returno

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O Campeonato Estadual do Rio de Janeiro, poderá não ter decisão em 2020

Rio de Janeiro/Agência Estado

O Campeonato Carioca terá uma nova e mais simples fórmula de disputa em 2020. Em reunião na sede da Federação de Futebol do Rio de Janeiro, ficou decidido que o  campeão estadual sairá de um confronto entre os vencedores da Taça Guanabara [Campeão do 1º Turno] e da Taça Rio [Campeão do 2º Turno]. E se for o mesmo time, ele poderá ficar com a taça sem a necessidade de uma finalíssima.

Isso, aliás, só não ocorrerá em uma situação: Se um time tiver somado mais pontos nos dois turnos do Campeonato Carioca do que o vencedor deles. Nesse caso, eles se enfrentarão em finais com jogos de ida e volta. E o campeão dos turnos terá a vantagem de jogar pelo empate no somatório do placar agregado. Já uma decisão entre campeões dos turnos não terá ninguém com qualquer vantagem.

O Campeonato Carioca assim, também deixa de ter semifinais. Mas a fórmula dos turnos é a mesma das temporadas mais recentes, com os 12 times divididos em em dois grupos.

Na Taça Guanabara, os confrontos da fase classificatória serão entre os times dos grupos diferentes. Já na Taça Rio, os duelos são dentro das chaves. Os dois melhores de cada grupo estarão nas semifinais, que ocorrerão em jogos únicos, assim como a decisão.

O Grupo A contará com Flamengo, Botafogo, Bangu, Cabo-friense, , Boa Vista e o campeão da seletiva. O Grupo B terá Vasco, Fluminense,  Volta Redonda, Rezende, Madureira e o vice campeão da seletiva.                                                                                                VAR                                                                                                                           Uma novidade será a utilização do VAR nos clássicos, semifinais e finais dos turnos. Além, das finais do campeonato. E Pelé, assim como ocorreu em 2018, será embaixador do torneio.


OPINIÃO DO SITE                                                                                                       Qualquer torcedor brasileiro com pelo menos 45 anos de idade, lembra-se que o auge do futebol Carioca e Paulista, quando dominavam o cenário futebol brasileiro, quando eram os dois maiores e mais importantes campeonatos de futebol do pais, o sucesso era exatamente essa fórmula simples de disputa em dois turnos, com os campeões dos turnos decidindo o titulo ou caso o mesmo time vencesse os dois turnos, era automaticamente declarado CAMPEÃO.

Mas dirigentes corruptos e gananciosos começaram a partir dos anos da década de 1990 a inventar fórmulas esdrúxulas de disputa que visavam única e exclusivamente aumentar as arrecadações das federações cada vez mais, tornando as federações milionários e os clubes cada vez mais pobres e endividados. Que é a situação atual de todos os grandes clubes do Brasil, tomando-se por exemplo o Cruzeiro Esporte Clube, tido como modelo de gestão que deu certo e atualmente está quebrado igual a qualquer outro clube brasileiro das quatro divisões.                                                                                                                        Fluminense 2 X 1 Bangu (18/12/1985) – Final do Campeonato Carioca/1985

UMA DAS MAIORES VERGONHAS DO FUTEBOL BRASILEIRO DOS ÚLTIMOS 50 ANOS: Amigos, ao Bangu bastava o empate. Ao Tricolor, somente interessava a vitória. Este era o panorama da finalíssima do Campeonato Carioca de 1985. 88172 pagantes se espremiam nas arquibancadas, cadeiras e gerais do Estádio Mario Filho, naquela noite de dezoito de dezembro de 1985. O alvi-rubro comandado pelo técnico Moisés havia perdido, meses antes, a final do Campeonato Brasileiro, para o Coritiba, nos pênaltis. Era, portanto, um dos melhores times do país. Infelizmente, a decadência bangüense fez com que as equipes atuais não sejam nem sombra daquela da década de 80. O principal destaque do Bangu era o ponta-direita Marinho. Dono de um futebol moleque, cheio de dribles e com muita visão de jogo e espírito criativo, o camisa 7 desmontava qualquer esquema tático adversário. E o que dizer do Pó-de-arroz? O Fluminense tentava o seu terceiro tricampeonato. Em 1919, Bacchi trouxe o primeiro tri, decidindo o Fla-Flu no campo do Flamengo, na Rua Paissandu. Em 1938, o Tricolor somou mais pontos que o Flamengo de Leônidas da Silva, e veio o segundo tri. Em 1983 e 1984, os dois gols de Assis nos Fla-Flu’s decisivos abriram o caminho para o terceiro tri. Faltava apenas a vitória sobre o Bangu. O Flu de Nelsinho começou escalado com Paulo Victor; Beto, Vica, Ricardo e Renato; Jandir, Renê e Delei; Romerito, Washington e Tato. Os desfalques de Aldo, Branco e Assis davam ainda mais dramaticidade ao desafio do Flu. Na reserva, havia Paulinho. O camisa 16, que tinha o apoio da torcida pó-de-arroz, já declarara que sairia do Flu no ano seguinte, porque queria ser titular. O Bangu do técnico Moisés, por sua vez, estava completo: Gilmar; Perivaldo, Jair, Oliveira e Baby; Israel, Airton e Mário; Marinho, Fernando Macaé e Ado. O alvi-rubro tinha que aproveitar a vantagem do empate, para acabar de vez com a história de que nadava, nadava e morria na praia. O árbitro José Roberto Wright deu início à batalha, e aos quatro minutos aconteceu um duro golpe para o Fluminense. Em falta pela direita, Perivaldo cruzou na medida e Marinho acertou a cabeçada certeira: 1 a 0 Bangu. O Tricolor, que antes precisava de um gol, agora precisaria de dois. Para piorar as coisas no quadro pó-de-arroz, Tato sentiu lesão, e precisou ser substituído ainda no primeiro tempo. Paulinho, o camisa 16 festejado pelas arquibancadas, entrou em seu lugar. No início do segundo tempo, o Bangu assustava com seus contra-ataques, puxados pelo talento de Marinho. Mas o arqueiro tricolor Paulo Victor saía bem do gol, e evitava os gols bangüenses. O Flu continuava atacando, empurrado pelos gritos de “Nense” que vinham das arquibancadas. Num lance duvidoso, um zagueiro do Bangu cortou um chute do tricolor Renê com o braço. O juiz Wright não deu o pênalti, para desespero de Romerito, que levou cartão amarelo por reclamação. A torcida invocava o Papa João Paulo II, já começando a ficar desesperada. “A bênção, João de Deus…” Deu certo, porque veio o gol de empate. Paulinho achou Romerito no meio da área, e o paraguaio mandou pras redes, aos 18 minutos do segundo tempo. Com o empate, faltava apenas um gol para o tri do Fluminense. Mas a meia-hora seguinte seria dramática… A torcida tricolor continuava a incentivar, mas o embate estava difícil. Os gritos de “Nense” não pareciam suficientes para derrotar o Bangu de Castor de Andrade. “A bênção, João de Deus…”, Washington chuta, mas Gilmar defende! O técnico Nelsinho e o médico Arnaldo Santiago rezavam no banco tricolor. Das arquibancadas vinha o constante “Nense, Nense, Nense”! E o ataque pela direita acaba na trave! Dividida pelo alto na entrada na área, e falta de Jair em Washington. Pronto, ali estava a grande chance do tri! 31 do segundo tempo, Paulinho na bola. “A bênção, João de Deus…”. Esse é o momento da foto que ilustra este texto. A trajetória da bola foi perfeita: o destino foi o ângulo direito de Gilmar, que nem se mexeu. Nem adiantaria se mexer, aquele chute era indefensável. Foi o gol do tri! O terceiro tri! Foi de Paulinho, o herói que veio do banco, justo ele que sairia do clube por estar insatisfeito na reserva! No fim, Cláudio Adão, que entrara no Bangu, com uma folhinha de arruda sobre a orelha, invadiu a área e caiu. Os bangüenses cercaram José Roberto Wright, esquecendo-se que ele já não marcara um pênalti para o Flu. Não houve alternativa: o juiz teve que encerrar o jogo. Explosão de alegria nas arquibancadas, gerais e cadeiras! Essa foi a história de como o Fluminense se sagrou, pela terceira vez, tricampeão estadual. O personagem do jogo? Poderia destacar todos os tricolores, do goleiro ao ponta-esquerda. Mas é claro que o grande nome foi Paulinho. Do banco para a glória, esta foi a trajetória de Paulinho no Fluminense x Bangu de 1985.                                                                        COMENTÁRIOS DE INTERNAUTAS SOBRE ESSA PARTIDA:

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Gonçalo Alves
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Paulo de oliveira figueiredo
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Jean Carlos
ENOQUE BARBOSA
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