Morro do Tambor/Dom Aquino: Vizinhos, colegas e amigos de infância. Final da década de 1960.

1824

Uma visão saudosista do bairro Morro do Tambor passados mais de cinquenta anos

CUIABÁ/MT – Nasci no dia 28 de setembro de 1958. Em uma casinha modesta na rua Comendador Henrique, no bairro Cruzinha [atualmente denominado bairro Dom Aquino]. Conforme relatos de minha mãe [saudosa, dona Agripina Arruda de Amorim], oito meses após meu nascimento, mudamo-nos dessa casa na rua Comendador Henrique para uma outra casa na rua Major Gama, adquirida por meu pai [também saudoso, Joaquim Hermes de Amorim] que ainda estava inacabada, mas meu pai decidiu mudar porque não queria mais ficar trocando de casa constantemente e nem pagar aluguel.

Lembro-me, perfeitamente de nossos vizinhos e amigos de minha época de infância, 1968, final da década de 1960, nos meus tenros dez anos de vida. O Morro do Tambor naquela época tinha muito pouco moradores. Entre as ruas Pimenta Bueno e Fernando Ferrari, que ficam na base do morro, havia poucas casas. Quero lembrar aos leitores que estou descrevendo minhas lembranças, com certeza deixarei de mencionar algumas famílias, mas quem lembrar de mais pessoas é só comentar, para que fiquemos ciente de suas existências.

Na esquinas das ruas Major Gama, com a Pimenta Bueno, subindo no sentido Centro/Bairro, ficavam do lado direito a casa de dona Maria, que tempos depois funcionou como bar, do lado direito e do lado esquerdo o açougue de seo Ponciano. Na sequência, vinham as casa das famílias dos pais de meu amigo Toninho, de seo Pinheiro e dos pais de Zé Precata. Aí, vinha na esquina da rua Alyrio de Figueiredo [do outro lado da rua] as casas dos casais seo Zé Japonês e dona Carminda e já na esquina com a rua São Cristóvão, a casa de seo Ângelo e dona Laura, pais de Jamil “Bode”.

Do lado direito, nessa época não haviam casas, que só seriam construídas casa já na década de 1970. Na esquina da rua Major Gama com a rua São Cristóvão havia um largo que se estendia até à rua Alyrio de Figueiredo, onde a gurizada da época jogavam bola, com traves feitas de pedras, tijolos, chinelos ou qualquer outra coisas que tornasse o gol visível. Esse largo era coberto uma espessa camada de um pó amarelo [a famosa piçarra] que alias, cobria toda a extensão da rua Major Gama até à esquina com a rua São Cristóvão. Minha mãe me deu muitas surras com Espada de São Jorge por causa desse pó. É que eu passa muito tempo ali naquele largo jogando bola e quando chegava em casa ela mandava-me tomar banho e eu ia à beira do tambor e só jogava água no corpo, cinco minutos depois estava com o corpo todo manchado [na época se dizia “rajado”].

Nos fundos desse largo passava uma enorme vala [onde moradores jogavam lixo e animais mortos], naquela época ainda não havia serviços de coleta de lixos. Aquela vala, acredito Eu, que talvez tenha sido a nascente de algum córrego que ia desembocar lá no ribeirão Prainha. Lembro-me que ele começava nos fundos do quintal de seo Mané “Garrafeiro”, passava entre os quintais das casas de João Bobo e de seo Antonio e dona Benedita e devem tê-lo aterrado na parte onde passa a rua São Cristóvão, continuava beirando o largo onde jogávamos bola e o quintal da casa de seo Henrique e dona Fia e também onde passa a rua Alyryo de Figueiredo deve ter sido usado o mesmo método usado na rua São Cristóvão. A vala cortava ainda toda a extensão do terreno de seo Firmo, uma área enorme que na verdade era uma chácara. Acredito que há muito, no século XVIII talvez continuasse até ao córrego Prainha. Essa vala, na altura do larguinho onde jogávamos bola, havia umas duas ou três arvores bem inclinadas sobre o buraco e que era revestidas de cipós  muito grossos que aguentava até o peso de uma pessoa adulta. Nesses cipós nós  balançávamos sonhando ser Tarzan [Tarzan e Zorro, os heróis daquela época].

Seguindo em frente no mesmo sentido, após a rua São Cristóvão, havia a casa do casal Mané “Garrafeiro” e Nhá Tê [Tereza], da minha família e um terreno baldio na esquina com a rua Doutor Miguel Mello, onde foi construído o campinho do Morro do Tambor, mas que ficou conhecido de toda Cuiabá como Campo da Ponte Preta do Morro do Tambor. Após a rua Doutor Miguel Mello havia as casas do casal seo Leodório e dona Miguelina e de seo Amarílio, já na esquina com a rua Fernando Ferrari.

Nesse terreno antes da construção do campinho morou em casa muito humilde feita de folhas de compensados e de zinco, acho que eram três peças, não me recordo muito bem, o casal seo Francisco e dona Atanásia, que tinha os filhos Chico, Arlindo e Guilherme [que tinha a mesma idade que eu e foi muito muito meu amigo], também não me recordo, se havia outros filhos ou filhas.

Esta é uma gravura das três casas “parede e meia” mencionadas no texto. Fotos não há. [Todos os direitos reservados-Joacir]

Do lado esquerdo da rua Major Gama, entre as ruas São Cristóvão e Fernando Ferrari, havia as casas das famílias de seo Dito e dona Clara [pais de Oswaldino, Maria de Lurdes, Devair, Dito Teixeira e Sidmar (Cid), que junto com Lucindo (Chindo) foram meus melhores amigos entre a infância e adolescência. Em seguida que vinha a chácara do Coronel Corrêa que ia até um pouco depois da rua Doutor Miguel Mello. Ao lado havia três casinhas daquelas geminadas, ou seja, uma colada à outra [que naquela época se dizia ser: parede e meia] que pertenciam à seo Aprígio, esposo de dona Conceição que eram para aluguel. Nessas casas moraram pessoas que ficaram muito próximas de minha família, como os casais: seo Milton e dona Tací; seo Zé Dias e dona Erondina, seo Sílvio e dona Maria e seo Ataíde e dona Mocinha. E finalmente na equina com a rua Fernando Ferrari, a residência desse casal.

Na rua Doutor Miguel Mello, entre a rua Major Gama e a Travessa Severino de Albuquerque moravam as famílias de seo Marcondes [pais de Edson “Rato” e Créscio], que ficava logo após o Campo da Ponta Preta do Morro do Tambor; seo Eurindo e dona Benedita [pais de Nenê Mazaroppi], seo Américo e dona Cira [pais de Guilherme, Wilson, Chiquinho e Luizinho “Chibite”] e ao lado havia uma casinha bem construída com adobo, onde moraram várias famílias. Não sei quem era o proprietário. Ai vinha o prédio do “Grupinho”, a Escola Maria Eliza Bocaiuva Correa da Costa, uma das melhores que já houve em Cuiabá. Ao lado da escola Elisa Bocaiuva moravam o casal seo Eugênio e dona Nadir [pais do conhecidíssimo Mário Papa-ovo”, dona Maria Luzia [pais de Laércio, Carlinhos e Bujão e o pessoal de Piquitito, que não lembro mais os nomes de nenhum deles. No começo da década de 1970, Didi da LICB, que era casado com dona Rita, construiu sua casa também nesse local.

Ao lado dessa escola, começa a rua Cônego Pereira Mendes, que desce em direção à rua Fenelon Muller no antigo bairro Areal e corta as ruas Irmã Elvira Paris, São José Operário e onde termina a rua Pedro Dorileo, em frente onde funcionava o famoso Terreiro de Mário “Preto”. Ainda no Morro do Tambor, na esquina dessa rua com a rua Doutor Miguel Mello, morava a família de meus amigos Joel (grande goleiro), Nininho e Bijéco “cigarro”; ao lado mora dona Maria, esposa de seo João [pais de Mercedes, Orlando, Divino “Gase”, Alonso “Biricão” e os gêmeos Mário e Marcos “Nicóia” que faleceu final de 2019 que tinha como vizinho do lado seu irmão, Lengo (não sei se nome ou apelido. Eu o conheci sendo chamado desse jeito), servidor do DNER e na esquina da rua Fernando Ferrari com a rua Cônego Pereira Mendes, morava o casal Joãozito e Enedina, que eram pais do famoso Elói “Satanás”. Ainda na rua Doutor Miguel Mello na esquina com a Travessa Severino de Albuquerque,  ficava a casa de seo Manéquinho “Testa de Queijo”, pais de Neide, Xuxu, Ana e Manoel “Magela” e avô de Marcos “Desenhado” que foi uns dos moradores mais conhecido do Morro do Tambor e em frente à casa de seo Manéquinho morava a família de seo Dito “Hulk” e dona Dita “Fumaça”, pais de Rosalvo, Rodnei “Guiei” [grande zagueiro do Goiás de seo Demésio], Gomba [principal D’j (na época, dizia-se Sonoplasta do Morro na década de 1980], Tono e Pipo.

Até o final da década de 1970, a rua Major Gama terminava na rua Fernando Ferrari. Só no ano de 1978 é que através do Projeto Cura do prefeito Anildo Lima Barros, é que foi aberto o trecho ligando coma rua Irmã Elvira Paris (antiga Rua da Flores), bem como o trecho da rua Doutor Miguel Mello que ligou a rua Major Gama à Avenida Dom Bosco em frente à caixa d’água do Morro do Tambor. Para ser aberto esse trecho e rua, a casa de dona Tuni precisou ser demolida. No quintal da casa de dona Tuni havia um poço, naquela época, a água encanada chegava de forma muito precária nas torneiras das residências e famílias grandes que consequentemente gastava bastante água, necessitava recorrer a esse poço. O problema era que quando dona Tuni estava de bom humor o povo pegava água sem problemas, mas quando ela não estava, o povo ficava sem água ou tinha que descer até outro poço que ficava no quintal da residência de dona Maria do Poço que era mãe dos ex-jogadores do Campinas Groza e Severino, que inclusive foi titular do Mixto por mais de cinco anos seguidos.

Descendo a rua Fernando Ferrari no sentido rua Major Gama bairro Várzea Ana Poupino, do lado esquerdo, havia as casas de dona Tuni; de seo Lírio [pai de Walter “Chapuleta”; um pouco mais à frente havia três ou quatro casas que eram geminadas, ou seja, coladas umas às outras e que na época dizia-se que era “parede e meia”. Nessas casas moraram as famílias de Kibon e de Edson “Bala”. Uma dessas casas, inclusive, foi “republica de jogadores do Dom Bosco e depois a casa onde morava a família do advogado seo Rosalvo. atravessando a rua Cônego Pereira Mendes, no mesmo sentido havia as casas da família de Zé Pereira e Pedro “saia”, da família de meus amigos Wise e Wilma (que foi minha colega no antigo DERMAT por mais de dez anos) e depois a casa da família de Virgílio, Paulo “Pau de Felipe” e Amaral “Pelezinho”, parentes do ex-jogador do Palmeiras e também meu colega de DERMAT mais de vinte anos.

No lado direito, da esquina da rua Major Gama com a rua Fernando Ferrari havia a casa de seo Amarílio, onde atualmente existe o Armazém Brasília; em seguida era as casas de dona Preta, irmã do pescador “Crioulo” e tia de Abel “Dedé”; do casal seo Efigênio e dona Vigí, pais de Fifío, mais adiante a casa onde mora a família do Tenente PM Pinheiro; casa dos pais do radialista Jorcy José. do casal seo Dito e dona Amada e de Elói “Satanás”, que já citado anteriormente. Atravessando a rua Cônego Pereira Mendes, havia as casas da família de Zé Lampinha e já quase na rua João Bonifácio, depois dos fundos do quintal do cabaré de Timóteo, havia o campinho chamado de “Chapuletão”, onde o ex-centro avante Jaílton apareceu primeiro na Ponte  Preta e Goiás do Morro Tambor e depois no Dom Bosco, onde foi campeão em 1991.

Nessa mesma rua Fernando Ferrari, no sentido rua Major Gama – avenida Dom Bosco, havia do lado esquerdo, ficava as casas dos casais seo Aprígio e dona Conceição, que criaram Dito “Bigodinho” neto de seo Mané “Garrafeiro” e dona Nhá Tê e Carmita e Bento Benevides, a casal de Nilo “Boi” um verdureiro famoso no Morro do Tambor e em todos  os bairros que originaram o bairro Dom Aquino e mais adiante morava um senhor, idoso chamado Morais, que tinha três filhos: Francisco, Antonio “Macaco de bunda vermelha” e Sabino “Coco de garrote”. Eles eram muito pobres, os meninos iam quase todos os dias à feira do Porto pegar restos de alimentos. Não me lembro se seo Morais trabalhava. Lembro-me que usava um daqueles chapéus parecidos com os que marinheiros usam. Talvez fosse aposentado do Exército. Esse homem era muito ruim para seus filhos, quando um de seus filhos faziam algo errado, ele pegava os três, trancava dentro de casa e dava surras com fios elétricos ou algum objeto que machucasse bastante. Depois da surra, dava banho de “salmoura”, água misturada com sal de cozinha e colocava-os totalmente pelados no quintal [que era grande, como eram em todas as casas naquela época], para fazerem adobos, por horas a fio. Quase nenhum vizinho gostava desse homem por causa do tratamento que ele dava aos filhos. Não lembro-me com certeza, mas parece que ele não tinha esposa.

No mesmo sentido, do lado direito, havia a casa de dona Tuni [que foi demolida para passar a rua], uma casa onde morou meus tios Edite e Pedroso e  foi “bulitcho” da mãe de Rosinha (que foi namorada de meu irmão Zeca); a de seo Bella; a da família de Diní e em seguida a da família de Peco, depois era o Armazém Bezerra, de seo Ernesto (que ficava em frente à casa de Nilo “Boi”). Havia também as casas da família de Mingo e Zé Carlos, da família de seo Haroldo [pais de Tetê “Capeta” e Nuna] de a da família de Benacil e Bertosinho, que vendiam bolos e salgados deliciosos pelas ruas do Morro do Tambor e no Centro Histórico de Cuiabá.

Joana  de  Jesus,  a Mãe Joana  [de blusa preta], que  revolucionou   o Serviço Social em Cuiabá. [Foto de Margarida de Jesus-Acervo de Joacir Hermes]

O  morro era cortado ao  meio pela rua Alyrio de Figueiredo e,  subindo a rua Major Gama, virando-se para o  lado direito, do lado direito dessa rua,  havia os fundos  do quintal da chácara  de seo Firmo e das famílias do Major PM, Eldo Sá Corrêa,  dos Cintra e na esquina a casa do primeiro vereador por Cuiabá no ano de 1967, seo Candido de Almeida Lino, mais conhecido como seo Candí. Nos dias atuais há um mercadinho que já se chamou Imperial, na esquina e dai até à casa de seo Candí é os fundos da Faculdade Afirmativo, que encontra-se desativada. E do lado esquerdo da rua, uns cem metros após a esquina havia [e ainda há] uma casa onde uma jovem apelidada de Xun-xun, que se infectou com o vírus IHV no começo da década de 1980 costuma ficar na área que havia na parte da frente dessa casa e foi resgatada por Joana Jesus dos Reis para sua própria casa, onde passou a cuidar dela e daí veio a fundar a Casa da Mãe Joana, a partir do resgate dessa jovem. Depois dessa casa havia o valetão, já descrito anteriormente no texto e em seguida as casas de seo Henrique e dona Fia [pais de Henriquinho, Nide, Valdo e Hélio “Bostinha”; a da família de Lindaura, esposa de Milton (ex-jogador da Ponte Preta do Morro do Tambor), e a de seo Ângelo “Azeitona”.

Subindo a rua Major Gama, lado direito, do lado direito dessa rua [Alyrio de Figueiredo] havia a casa do casal Zé Japonês e dona Carminda [pais de Doninha, Juarez e Ronaldo “dona Cegonha” [atualmente, o Bar do Jarbas, que pertence a parentes de Jamil “Bode”; a casa de seo Jardes e dona Luzia [pais do vereador por Cuiabá, Renivaldo Nascimento; a parte da frente da casa de seo Domingos, pai de Márcio; a casa de Armindo Pardal [construída já na década de 1970] e já quase na esquina com a Avenida Dom Bosco, morava a família do Coronel PM Campos Filho. Do lado esquerdo dessa rua, havia a casa de Ciro “Louco”, ex-servidor do antigo DERMAT; a da família de seo Noroé [pai de Vadinho, Tantin, falecido policial civil e Ronaldo] e casa da do Coronel PM Leite.

Na rua São Cristóvão, no sentido rua Major Gama – Várzea Ana Poupino, do lado direito havia o largo onde também havia campinho de futebol, após o buracão, ficavam as casas do pessoal de Jonas Pinheiro; de seo Antonio “Pinto Preto”; aí vinham três casinhas, também no estilo “parede e meia” e  as casas dos casais seo Adelino e dona Ana [pais de Veratriz e Vilásio] e de seo Bugrinho e dona Fiínha. No sentido contrário, em direção à Avenida Dom Bosco, moravam seo Aroldo “Leiteiro” e dona Maria de Lurdes, outras três casinhas “parede e meia” onde moravam seo Gona; seo Zé Pinguela e seo Izaul. Um pouco mais adiante moravam seo Domingos e dona Perciliana [pais de Chilí e Nhá Có] e ao lado deles, Pedrão [irmão de dona Perciliana [as casas onde moram as famílias de Everaldo e de Catché e mais adiante seo Caio [que funcionava também como oficina mecânica].

Já do lado esquerdo, depois da casa de seo Ângelo e dona Laura, ficava a casa do filho desse casal, seo Zezinho e dona Dirce; os fundos casa de seo Domingos [pai de Márcio, Tininho e Duzé]; tinha a casa onde morou Collins “Tutinho” que tornou-se modelo em São Paulo e a casa onde morou a família de Helena [a morena mais bonita que houve no Morro do Tambor] irmã de meu colega de farda, João “Barra Suja” Coenga e Nilo. Onde morou essa família, era um terreno muito grande, onde foi construído o edifício Kayabi [naquela época ainda não havia sido aberta a continuação da Travessa João Barbosa Faria, entre a rua São Cristóvão e a rua Fernando Ferrari]. E mais adiante moravam seo Martinho [que era tirador de rezas], seo Crispim [pai de Antonio “cu de boi”, Nilo e Kidô “sapo”], ao lado moravam seo Sabino e dona Dalva; seo Zé Aquino e dona Galdina, Sargento [do Exército] Fidélis e na esquina com a Avenida Dom Bosco, seo João Mariano, que tinha uma marcenaria.

Do esquerdo da rua São Cristóvão, em direção à Várzea Ana Poupino, havia as casas dos casais seo Carmindo e dona Zilda ou Nhanhá [pais de Nizinha, Neide, Nonô, Nenê “Moage”, Mindo, Zé “Jabuti” e Lucindo “Tripa sem bosta”]; João Bobo e Izabel; seo Antonio e dona Benedita [pais de Sonia, Sheila, Solange, Suzy e Sulamirtes]. Depois vinha o enorme terreno onde Martha, irmã de Batú, morava e a casa da família de Joaninha “Mãe Joana”. Ai havia o Beco do Grupinho ou Travessa Hercule Florence, onde moravam seo “Baiano” e dona Clori [pais de Rui, Rute, Rubinho e Nadir]; seo Ataíde e dona Mocinha e na esquina em frente ao Grupinho, seo Sebastião “Preto”, pai do famosíssimo Juquinha. Depois do beco, do lado esquerdo ficava a casa de seo Valderico (que era uma vendinha), as três casas de seo José Boamorte, mais para baixo, no meio do morro, a casa da família de seo Pinheiro e na esquina da rua São Cristóvão com a rua João Bonifácio, o bar de Viúvo. Do lado esquerdo, nesse mesmo trecho, um pouco antes da casa de seo Pinheiro, fica a casa onde seo Demésio Magalhães morou e paralelo ao bar de Viúvo, num terreno muito grande que fazia divisa com as ruas Pimenta Bueno e São Cristóvão, onde morava a família de seo Manéquinho “Charreteiro” [pai de Neco e Salito, caminhoneiros] morava. No local tinha frente para o largo da Várzea Ana Poupino [hoje a Praça da Pedra (local de revenda de carros usados)], hoje funcionam um bar com mesas de bilhar (onde corretores da Pedra matam o tempo) e se não me engano, um restaurante.

Na década de 1970, é que foram chegando mais pessoas que se estabeleceram no Morro do Tambor. Com o Programa de Ocupação da Amazônia do Governo Federal muita gente que não deu certo por lá, tentaram voltar para o Sul ou Nordeste do país, mas sem dinheiro, ne ajuda do governo acabaram fincando raízes em Cuiabá e no Morro do Tambor e também filhos e filhas dos moradores da época que iam se casando e também ficaram morando no bairro, como os filhos de seo Ângelo e dona Laura que acabaram criando ali um tipo de Vila, dona Nizinha filha de seo Carmindo e dona Zilda, Luiz Fernando filho de Hélio Ramalho, os de João Bobo que continuam morando na mesma casa e Brasília, dona do Armazém Brasília.

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