MORRO DO TAMBOR/DOM AQUINO: VENDAS, BOLITCHOS E ARMAZÉNS…

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Relembrando o Morro do Tambor e o Dom Aquino das épocas dos Bolichos, Vendas e Supermercados

CUIABÁ – Começou com o escambo [Escambo é o termo utilizado para designar a prática da troca de serviços ou mercadorias, método de pagamento caracterizado pela permuta e que substitui o uso do dinheiro. Também conhecido como permuta ou troca direta, o conceito do escambo era bastante comum no Brasil durante os primeiros anos da exploração dos recursos naturais do território]. Depois eram os Caixeiros Viajantes e os Mascates. [Caixeiroviajante é uma profissão antiga, de uma pessoa que vende produtos fora de onde eles são produzidos. Mascates foi o nome dado no Brasil aos mercadores ambulantes e vendedores de “porta a porta“, também chamados de “turcos da prestação”].

No Morro do Tambor, no começo do século 20 [Década de 1930 e 1940 começaram a aparecer as “Vendas“, pequenos comércios que eram invariavelmente instalados, quase sempre na onde atualmente, usamos como sala de estar ou de visitas. Alguém colocava algumas mercadorias naquele lugar e os vendia para outras pessoas. À partir da década de 1950, começaram a surgir os Armazéns, que já eram casas comerciais construídas com o objetivo de ser um local para a realização de comércio, apesar de vários serviam também de morada aos seus proprietário, caso da CASA ORLANDO [na Rua Voluntários da Pátria] ou ARMAZÉM OLIVEIRA [Na esquina das ruas: Generoso Ponce com a Joaquim Murtinho, imóvel construído no ano de 1925].
Um dos estabelecimentos comerciais de gêneros alimentícios, mais antigos e conhecido da Capital, que já a muitos anos deixou esse ramo de atuação. [Divulgação]
Nos anos da década de 1960 e 1970, na Rua São Cristóvão, havia os bolitchos de seo VALDERICO e na Rua Pimenta Bueno, o de dona BUGRINHA também o de FERRINHO [em atividade desde de dezembro de 1973]. Já dos ARMAZÉNS, um muito conhecido era o de ZÉ PINTO, no bairro do Porto. Na Rua Fernando Ferrari [no sentido da Rua Major Gama para a Caixa D’Água, havia o ARMAZÉM BEZERRA, que pertencia a Ernesto Gomes Bezerra, primo do ex-governador Carlos Bezerra] inaugurado no final da década de 1960 (1968 ou 1969) e esteve ativo por uns 10 anos ou 15 anos; Rua São Cristóvão, nas proximidades da Avenida Dom Bosco, havia o de seo Sabino [onde meus pais compravam à base de Caderneta]. Mais à frente, havia o Armazém de seo BAIANO e na esquina das Ruas São Cristóvão e Comendador Henrique, Havia o Armazém de seo SIMIÃO. O SUPERMERCADO DO POVO, que ficava na esquina das ruas Major Gama e Fenelon Müller foi até certo ponto, um supermercado de médio para grande porte, pois em sua inauguração, havia uma seção que oferecia eletrodomésticos, como geladeiras, fogões, máquinas de lavar roupas, camas, ventiladores e até bicicletas e vários outros artigos e não gêneros alimentícios e produtos de higiene e limpeza ou bebidas. Mas foi se apequenando até fechar por volta dos anos 90. Atualmente, funciona um outro supermercado no mesmo local onde foi o famoso Mercado do Povo, no bairro Dom Aquino. Também inaugurado na década de 1970, a MERCEARIA IMPERIAL, é outro estabelecimento que ainda funciona no mesmo endereço [na Rua Major Gama esquina com a Rua Alírio de Figueiredo. Na metade da subida que dá acesso ao Morro do Tambor], tal qual o Supermercado do Povo, mas também com nome diferente; assim como o ARMAZÉM BRASÍLIA, que começou como Bar de Osvaldo, tendo funcionado alguns anos como bar e depois mudado um pouco mais para frente na mesma Rua Major Gama, esquina com a Rua Fernando Ferrari.
À partir da década de 1980, começaram a surgir o SUPERMERCADOS. O MODELO, que inaugurou sua matriz em 1984, no bairro Cristo Rei, em Várzea Grande e que esteve em atividades por 40 anos, teve sua loja no bairro Dom Aquino. A loja onde o Modelo funcionou em nosso bairro, inicialmente foi construída para abrigar o PÃO DE AÇÚCAR – JUMBO, na Avenida Tenente Coronel Duarte [Prainha] onde atualmente funciona o HIPER COMPER. Há também o SUPERMERCADO PAULISTA com várias lojas espalhadas por Cuiabá [este, porém, já inaugurado nos anos 2000, século 21].
Também houve alguns grandes supermercados muito conhecidos que já não estão mais em atividade, pois as grandes redes atacadistas chegaram a Cuiabá e acabaram com os supermercados. Nos anos da década de 1970, havia o SUPERMERCADO CATARINENSE [destruído completamente por um incêndio em 1974], que localizava-se na Avenida XV de Novembro, próximo ao Ginásio de Esportes do Colégio São Gonçalo e nunca, desde o incêndio, foi feito nada no lugar onde existia esse estabelecimento comercial até aos dias atuais] e o SUPERMERCADO DOURADO onde em 1979, trabalhei dois meses, como repositor de estoque, que ficava na 13 de Junho em frente à sede do D.N.I.T. E havia ainda o SUPERMERCADO MORITA, SUPERMERCADO DUARTE e o SUPERMERCADO CECÍLIA.Todos funcionavam em vários endereços.
Sequencia de fotos: 1ª) Bolitcho de seo Valderico; 2ª) Bolitcho de dona Bugrinha (a casa azul escuro); 3ª Local onde havia o prédio que abrigou o Supermercado Catarinense; 4ª) Prédio onde funcionou o Supermercado do Povo; 5ª) Pão de Açúcar Jumbo Eletro, na Fernando Corrêa e 6ª) Supermercado Modelo no CPA 1. [Acervo de Joacir H. de Amorim e as duas últimas, divulgação]
Bolicho de Seo Valderico, que funcionou nos anos 60 e 70 do século 20. [Acervo de Joacir H. de Amorim]
Bolicho de dona Bugrinha, que funcionou nos anos 60 e 70 do século 20. [Acervo de Joacir H. de Amorim]
Local onde ficava o prédio do Supermercado Catarinense, onde nunca mais foi feito nada. [Acervo de Joacir H. de Amorim]
Local onde funcionava o Supermercado do Povo, atualmente com novo nome. [Acervo de Joacir H. de Amorim]
Local onde funcionou o Supermercado Pão de Açúcar Jumbo, na Avenida Fernando Corrêa, no Coxipó da Ponte. [Acervo de Joacir H. de Amorim]
Local onde funcionou o Supermercado Modelo, na Avenida Brasil, no CPA 1, onde atualmente é o Ganha Tempo. [Acervo de Joacir H. de Amorim]
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