Morro do Tambor/Dom Aquino – Pessoas que moram ou moraram no antigo Morro do Tambor e que ficaram nas nossas lembranças: Nenê e Mindo

96

 

CUIABÁ/MT – Clarindo “Nenê Moage” e Carmindo “Carmindinho ou Mindo” Salgado, filhos do casal Carmindo e Gilda Salgado, moradores antigos no Morro do Tambor na rua São Cristóvão [antiga Travessa das Flores], esquina com a rua major Gama [antiga Travessa Major Gama] desde meados da década de 1950 do século XX, são pessoas cujos nomes ficaram gravados nas memórias daqueles que permaneceram morando no antigo bairro até aos dias atuais.
 
Nenê e Mindo são dois dos jovens que no final da década de 1960, mais precisamente no ano de 1969, pegaram em facões, foices e enxadas e construíram o Campinho do Morro do Tambor, que veio a tornar-se um dos mais conhecidos e frequentados campinhos de rua de Cuiabá e a consequente fundação de um dos mais tradicionais e vencedor time de futebol amador da Capital e de Mato Grosso, já que a Ponte Preta, nas décadas de 1970 e 1980 fez excursões para cidades do interior como Alto Paraguai, Acorizal, Cáceres, Poconé, Rondonópolis e Várzea Grande.
 
Naqueles áureos e saudosos tempos das décadas de 1960, 1970, 1980 e 1990, as famílias eram muito próximas umas das outras, na verdade era como um parentesco informal. A família Salgado de seo Carmindo e dona Gilda “Nhanhá” foi muito próxima da família Amorim, de seo Joaquim e dona Agripina. Nenê e Mindo eram de dentro de nossa casa, da mesma forma que Eu era de dentro da casa da família deles, já que Lucindo “Chindo ou tripa sem bosta” que é da mesma idade que Eu, éramos muito amigos desde bem pequenos [e ainda somos]. Meus primeiros amigos na infância no Morro do Tambor foram Chindo, Cid [filho de seo Dito Teixeira] e Vilasio [filho de dona Ana e seo Adelino]. Éramos praticamente inseparáveis. Claro de com o passar dos anos fomos fazendo novos amigos, muitos dos quais temos contato até aos dias atuais.
 
Meu saudoso irmão Zeca (José), com meu sobrinho Paulinho no colo. [Foto: Arquivo pessoal de Rosimeire Amorim]
Me perdoem, por estar usando “apelidos” para identificar pessoas, mas naquela época, isso era comum. Lembro que Mindo era chamado pelo meu irmão Zeca de “Caduca”. Lucindo ainda era muito pequeno, 4 ou 5 anos de idade e Mindo tinha um carinho muito grande por ele, que era o caçula e, fazia muitos gostos de Chindo e por isso meu irmão Zeca, chamava-o de “Caduca”, só meu irmão o chamava assim.
 
Havia uma relação de amizade intensa entre minhas irmãs Ainda, Aidir, Aide e Rose, com dona Nizinha [falecida a poucos dias] e dona Neide [filhas de seo Carmindo e dona Nhanhá; Jaci e Joaninha [filhas de seo Ângelo e dona Laura]; Verinha e Veratriz [filhas de seo Adelino e dona Ana], com dona Ritinha [esposa de Hélio Ramalho], dona Maria Rosa [esposa de Dito Sampaio] e as meninas de dona Miguelina e seo Leodório, Dita, Sonia, Marli, Maria Alice e Sandra. Os relacionamentos familiares, eram normalmente por faixa etárias, por exemplo, meus irmãos mais velhos se relacionavam com dona Nizinha e dona Neide, Nonô, Nenê e Mindo com meus irmãos Hélio e Zeca, eu já tinha mais amizade com Zé Jabuti e Chindo que eram de minha faixa etária.
 
Meu saudoso irmão Sargento PM Hélio, morto a mando de Organização Criminosa no ano de 1981 [Foto: Arquivo pessoal de Joacir Hermes]
Mas também tinha bastante amizade com Nenê e Mindo em função do futebol, por causa do Campinho do Morro do Tambor e da Ponte Preta. Nenê era um ponta direita ágil e forte, mas que se dava bem jogando de centroavante, fazia muitos gols, jogou muito tempo na Ponte Preta. Mindo, foi, na minha opinião, o melhor goleiro do bairro. Era muito bom. Apesar de que tivemos ótimos goleiros por lá, como Nardival e Gamarra, que jogou no Dom Bosco [irmãos de Clovis Lesco], Totolão, Joel.
 
Finalizando este texto, quero deixar registrado que em nome da família Amorim, declaro que foi uma satisfação e honra muito grande
Dona Ritinha e seo Hélio Ramalho, vizinhos e amigos de mais de 50 anos [Foto: Luiz Fernando Ramalho]
em ter convivido e morado no mesmo bairro com as famílias citadas no texto e outras da qual falaremos futuramente. Como naquela época, vocês continuam sendo mais que vizinhos e amigos, consideramos-vos parentes. Vocês sempre estarão em nossas lembranças e orações, por um dia tê-los conhecidos e convivido com suas famílias.
UM FORTE ABRAÇO A TODOS!!!
Combinado de jogadores de jornais [Diário de Cuiabá, Correio da Imprensa e Estado de Mato Grosso] que jogou contra um combinado formado por profissionais da TV em Cuiabá, no Campo do Bode [Foto: Arquivo Pessoal de Carmindo Salgado]
 

Dona Benedita “Nizinha” e esposo Ildo [Foto: Acervo pessoal de Ilzo Rei de Hungria]
Dona Neide e esposo Rui [Foto: Acervo pessoal de Carmindo Salgado]

Comentários Facebook