Julgamento do impeachment é retomado após pausa para acalmar ânimos; acompanhe

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Após uma nova pausa para amainar os ânimos, o segundo dia do julgamento do impeachment teve os trabalhos retomados no início da tarde desta sexta-feira (26). Em um dia tenso entre aliados e opositores de Dilma Rousseff, o ministro Ricardo Lewandowski, presidente do Supremo Tribunal Federal e juiz do processo no Senado, suspendeu a sessão em um espaço de apenas duas horas.

A primeira suspensão ocorreu já por volta das 11h15, quando um debate acalorado entre a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) e o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), levou Lewandowski a adiantar o horário do almoço. Minutos antes, Ronaldo Caiado (DEM-GO) e Lindbergh Farias (PT-RJ) voltaram a trocar ofensas, assim como haviam feito no primeiro dia do julgamento do impeachment.

Tensão

Após Caiado fazer um discurso no qual rebateu argumentação de Gleisi em que ela pedia a desqualificação de testemunhas de acusação? assim como o advogado de defesa, José Eduardo Cardozo, havia conseguido fazer com um procurador do Tribunal de Contas da União, ao transformar em informante Júlio Marcelo de Oliveira?, Farias se irritou.

“Este senador que me antecedeu é um desqualificado. O que fez com senadora Gleisi é de covardia impressionante, dizer que tentou aliciar testemunha”, bradou Farias após ser 

Na sequência, Lewandowski alertou Lindbergh. “Não posso admitir palavras injuriosas dirigidas a qualquer senador. Vou usar meu poder de polícia para exigir respeito mútuo e recíproco.”

Caiado respondeu fora dos microfones. Disse que Lindbergh tem mais de 30 processos no STF e “cracolândia em seu gabinete”. Como o tumulto continuou, o presidente do STF pediu que os microfones fossem desligados e a sessão suspensa por cinco minutos.

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A sessão foi retomada com o apelo feito pelo presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB-AL), que até agora não tinha se manifestado. O peemedebista começou pedindo para que os senadores reduzam as questões de ordem repetidas, mas esquentou o clima ao lembrar da declaração dessa quinta-feira, feita pela senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) que provocou o primeiro grande tumulto do dia.

“Esta sessão é uma demonstração de que a burrice é infinita. A senadora Gleisi chegou ao cúmulo de dizer que o Senado não tem condição moral de julgar a presidente”, afirmou.

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Esquentando ainda mais o ambiente e provocando a reação imediata de petistas, Renan lembrou que Gleisi e o marido, o ex-ministro das Comunicações do governo Dilma, Paulo Bernardo foram indiciados por corrupção passiva na Operação Lava Jato. Os dois são acusados de receber propina de contratos oriundos da Petrobras.

Renan chegou a afirmar que o Senado estava passando para a sociedade uma imagem de que Lewandowski estava sendo, constitucionalmente, obrigado a “presidir um julgamento em um hospício” e que nenhum dos lados ganharia esta disputa baseada em bate boca político. 

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