Jornalistas vivenciam atividades práticas do Corpo de Bombeiros

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Um grupo de jornalistas vivenciou, e sentiu na própria pele, os riscos a que estão expostos os Bombeiros Militares em sua missão de combate a sinistros. Eles participaram do evento “Pauta no Fogo”, nesta sábado (13), cujo objetivo foi conhecer, por meio de treinamentos, o dia a dia desses profissionais. 

Pela manhã, as atividades foram realizadas no 1º Batalhão de Bombeiros Militares, com os jornalistas realizando atividades ligadas a combate a incêndios urbanos, mergulho e salvamento aquático e em altura. 

“São atividades que desenvolvemos dentro dos centros urbanos”, explicou o comandante-geral do Corpo Bombeiros Militares de Mato Grosso, Coronel Alessandro Borges, que abriu os trabalhos com uma mini palestra aos participantes. 

No treinamento de combate a incêndios urbanos, os profissionais da imprensa, num total de 9, ao lado de outros quatro convidados conheceram e utilizaram os equipamentos comuns nestas ocasiões, como capacete, bala clava, luva, roupa de proteção antichama, também conhecida como roupa de aproximação, cujo peso chega a 20 kg, e máscara de proteção respiratória. 

O ponto alto foi a escalada da escada magirus, cuja altura total chega a 50 metros. Três pessoas eram erguidas a cada vez, chegando a atingir 30 metros de altura, segundo um dos treinadores. 

“Uma sensação indescritível, claro que sem a adrenalina de quem vive uma situação real. Lá de cima a gente vê Cuiabá, Chapada dos Guimarães. Achei que nunca teria esta oportunidade”, disse o fotógrafo Rodinei Crescêncio. 

“Nossa proposta é mostrar aos profissionais da imprensa, que estão sempre presentes com a gente em várias situações, o cotidiano prático  dos bombeiros. É importante estreitar nossos laços e eles sentirem como são nossas atividades operacionais”, afirmou o instrutor de combate a incêndio, tenente Rivaldo Miranda de Andrade.

Os grupos participaram ainda de treinamento em altura, com exercícios de rapel e resgate de vítimas, na caixa d’agua do 1º Batalhão, cuja altura foi calculada em 15 metros, e de prática de mergulho e salvamento em uma piscina com seis metros de profundidade. 

A jornalista Suelen Alencar, que fez o rapel, disse que foi uma das experiências mais intensas da sua vida. “É um desafio muito grande estar aqui. Eles passam segurança pra gente, mas mesmo assim o medo não escapa. Achei até que fosse desistir lá em cima, mas superei o medo. Valeu muito a pena”.

No período da tarde, os convidados seguiram para o Campo de Treinamento do Exército, localizado no Coxipó do Ouro, onde seriam realizados os treinamentos de campo, como prevenção e combate a incêndio florestal, busca, resgate  salvamento com cães, busca e resgate com estrutura colapsada e atendimento pré-hospitalar e resgate aéreo.  

“Todas estas atividades são seguras. Colocamos à disposição todos os equipamentos de proteção, além das unidades de resgate. Como a segurança é trivial em nossas operações, também aqui é colocada como primeira pauta”, concluiu o comandante do 1º Batalhão de Corpo Bombeiros, Batalhão Cacique, major Queiróz.    

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