IMPEACHMENT APROVADO!!!

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O Senado Federal cassou hoje (31.08), às 14H10 (Horário de Brasília), o mandato da presidente Dilma Rousseff numa votação, cujo resultado foi de 61 votos a favor do Impeachment e 20 votos contra e nenhuma Abstenção. Todos os 81 senadores votaram, inclusive o presidente Renan Calheiros, que não era obrigado a votar e se absteve em votações anteriores.

Dos quatro presidentes eleitos depois da ditadura militar ela é a segunda a ser afastada antes do término do mandato. O que não é bom para a jovem democracia brasileira. O impeachment chegou ao fim com sabor de anticlímax. Na véspera da votação final, não havia mais sombra de suspense em Brasília.O muro erguido na Esplanada se revelou uma inutilidade, porque pouca gente se animou a protestar contra ou a favor da presidente afastada.

Sem povo na rua, o palco foi monopolizado pelos políticos e pelos advogados. As últimas falas da acusação e da defesa soaram como uma nova chuva no molhado. Seguindo a máxima de Marques Rabelo, ninguém convenceu ninguém, porque todos já estavam convencidos.

A doutora Janaína Pascoal ofereceu o espetáculo esperado. Fez careta, chorou e disse que defendia o impeachment pensando nos netos de Dilma. No momento mais inusitado, afirmou que foi Deus e não Eduardo Cunha, quem arregimentou as tropas para derrubar o governo.

O ex-ministro Miguel Reale Jr. dissertou sobre o “Brasil alegre, do sorriso, do gingado e do samba no pé“. Depois reclamou da “esperteza malandra” e disse que o país precisa valorizar a persistência e a labuta.

Encarregado de defender Dilma, o ex-ministro José Eduardo Cardozo também optou por um discurso mais politico do que jurídico. Numa passagem disse que a presidente foi discriminada por ser mulher. Em outra, insistiu em comparar o processo com a tortura da ditadura militar. O discurso confortou a militância petista, mas teve pouco a ver com as razões reais do impeachment.

Após dizer em várias oportunidades que não compareceria ao senado para se defender das acusações de ter cometido crimes de responsabilidade, Dilma Roussef foi convencida por sua trupe de capachos e puxas-saco, de que seria melhor que fizesse sua defesa pessoalmente para os senadores da republica.

Ontem (30.08), na tribuna do senado, falou por 14 horas. Em sua defesa, Dilma disse não ter cometido crime de responsabilidade e temer pela morte da democracia com a perda de seu mandato. Aos senadores afirmou “Hoje só temo a morte da democracia pela qual muitos de nós […] lutamos“. E fez um pedido “Peço que façam justiça a uma presidenta honesta, que jamais cometeu qualquer ato ilegal, na vida pessoal ou nas funções públicas que exerceu“.

Mas diferentemente de Fernando Collor, que mesmo renunciando ao mandato, foi cassado em 1992 e teve seus direitos políticos suspensos por oito anos, um acordão feito entre PT e PMDB, resultou em uma votação em separado para a perda dos direitos políticos de Dilma Roussef. Em uma outra votação logo após a do impeachment, por 43 votos a favor da perda dos direitos políticos, 36 contra e 3 abstenção, Dilma manteve seus direitos políticos o que ira beneficiar também o deputado Eduardo Cunha, que será cassado, mas também terá seus direitos políticos preservados.

 

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