GOVERNO X SERVIDORES: NO INDEA, SERVIDORES SE RECUSAM A APERTAR MÃO DE PEDRO TAQUES

9097

Revoltados servidores demonstram ao governador do Estado sua indignação com a atual gestão

O governador de Mato Grosso Pedro Taques (PSDB/MT) sentiu na pele na tarde desta quinta-feira (19.01) às quantas anda o nível de satisfação de sua gestão entre os servidores estaduais.

Em discurso na cerimonia de entrega de equipamentos na sede do INDEA/MT, o governador relatou que quando chegou a sede da instituição, servidores rejeitaram seu cumprimento.

Taques ressaltou que apesar do ato dos servidores, uma das grandes chateações de sua gestão foi não ter dado o Reajuste Geral Anual (RGA) na sua integralidade como as categorias pediam. “Quando cheguei a sede do Indea, eu fui cumprimentar dois servidores, estendi a mão e os dois retiraram a mão, eu senti nos olhos deles nojo, raiva. Quando entrei na politica, me disseram que eu precisaria ter três coisas para seguir nessa carreira: Paciência, paciência e paciência. Mas eu tive dois momentos nesses últimos dois anos que me deixaram magoado, o primeiro foi não poder pagar o RGA“.

Os servidores estaduais pararam o Estado por 60 dias por causa do não pagamento integral do RGA. [Arquivo Pessoal]
Os servidores estaduais pararam o Estado por 60 dias por causa do não pagamento integral do RGA. [Arquivo Pessoal]
Taques explicou que apesar da vontade de poder pagar o reajuste, o momento de crise econômica que o Estado passa, impediu que o governo pudesse cumprir o direito do servidor na integralidade ainda no ano de 2016. “Eu não fui eleito para agradar meia duzia de pessoas, eu fui eleito para fazer o que precisa ser feito e eu farei: Sabe porque? Porque nós pegamos um Estado roubado e eu nunca vi pessoas deixarem de cumprimentar os ladrões que aqui estiveram“, afirmou o governador.

Silval e quadilha
Silval Barbosa e seus secretários, a quem o governador Pedro Taques acusa de terem roubado o Estado. [Pesquisa/Google]
Duas coisas me magoaram muito nesses dois anos. Um foi o não entendimento de alguns servidores que não entenderam o momento pelo qual passamos. O segundo momento foi a corrupção na Seduc (Secretaria de Estado de Educação), isso nos magoou muito. Só a nossa administração sabe o que passamos com isso. É muito grave“, finalizou Taques.

Devemos ressaltar que o governador tinha consciência de tudo que se passava no Estado desde quando lançou seu nome como candidato, além de que houve a ‘fase de transição‘ em que a administração passada não impôs nenhum empecilho para que tomasse ciência da situação em que se encontravam, principalmente, as finanças de Mato Grosso.

Inclusive, em todo o seu primeiro ano de gestão, 2015, as coisas corriam às mil maravilhas, não havia queixas de nada, nem de ninguém, apesar de que o país já estava imerso nessa crise gravíssima, que inclusive já vinha desde o final da primeira gestão de Dilma Roussef como presidente e só a partir de 2016 é que começaram as desculpas esfarrapadas e acusações à administração passada.

Também não são apenas meia duzia de pessoas descontentes com sua gestão, mas sim, praticamente a totalidade dos servidores estaduais e seus familiares (exceto os que ocupam cargos comissionados, é claro, não tem nada do que reclamar. No setor de Projetos da Sinfra estão lotados cinco advogados, inclusive o Coordenador), bem como empregados de empresas que prestam serviços terceirizados ao Estados que amargam dois, três meses de repasses atrasados e os mais de um milhão de pessoas que dependem do Hospital Regional de Sorriso, que poderá fechar as portas nos próximos quinze dias por causa do atraso de mais de três meses nos repasses necessários para a manutenção do atendimento, sem falar na situação caótica das rodovias estaduais que deixaram ilhados a população do norte do Estado, devidos a serviços ‘porcos‘ realizados por empresas ‘porcas‘ e pela incompetências do governador e de seu secretário de segurança pública no combate à criminalidade que assola o Estado.

O governador já sentiu que a revolta dos servidores e de seus familiares tem um peso muito grande nos destinos do Estado, como ficou bem explicito na eleição para prefeito da capital em que o candidato apoiado pelo atual gestor estadual levou uma surra do candidato escolhido pelos servidores estaduais. FICA O ALERTA, FALTAM MENOS DE DOIS ANOS PARA FICARMOS LIVRES DE INCOMPETENTES.

Comentários Facebook