FUTEBOL FEMININO: SOFRÊNCIA!!!

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VIDA REAL: FUTEBOL FEMININO NO BRASIL VOLTA À PRECARIEDADE APÓS OLIMPÍADA

Duas semanas após o término das Olimpíadas, o futebol feminino, que era garantia de medalha olímpica, de bronze pelo menos. Perdeu para a seleção da Suécia o bronze, em disputa por pênaltis e foi uma das maiores decepções da torcida brasileira pelo ótimo desempenho na primeira fase dos jogos olímpicos, volta à vida real.

A grande maioria das mulheres que jogam futebol no Brasil, o fazem apenas por lazer ou simplesmente para manter o corpo em forma. Se a vida não está fácil para as jogadoras dos grandes centros do Brasil, imaginem para as do interior do país, como Cuiabá e Várzea Grande, por exemplo.

As mulheres que jogam futebol, a maioria trabalham, estudam ou fazem as duas coisas, e as que são casadas, tem os afazeres domésticos como prioridade.

No sábado (27.08) aconteceu a final do Peladão 2016, o maior campeonato amador de Mato Grosso e como parte das comemorações foram disputados três partidas de futebol. A primeira marcada para a tarde era para ser entre seleções femininas de Cuiabá e Várzea Grande, mas aconteceu uma partida entre o time do Mixto Esporte Clube e uma Seleção de Cuiabá, vencida pelo Mixto por 5 a 0, e que por incrível que pareça, aconteceu às 13H30, com esse clima de Cuiabá e tudo.

Engraçado é que a imprensa, exceto as Tv’s Centro América e Gazeta, mostraram alguns segundos de imagens, o restante, jornais e sites, falaram muito sobre o jogo decisivo entre SN FC e Liga da Justiça, como era de se esperar e do jogo entre time da imprensa e servidores estaduais (que na verdade, eram só servidores comissionados e a maioria da Assembleia Legislativa), mas da partida do futebol feminino ninguém deu um pio ou mostrou alguma imagem.

No domingo (28.08), em São José dos Campos/São Paulo, aconteceu a decisão do Campeonato Paulista de Futebol Feminino, em que o time da casa, o São José, vice-campeão brasileiro, venceu o Santos Futebol Clube por1 a 0. Com exceção do jornal Folha de São Paulo, a imprensa nacional não falou absolutamente nada sobre esse importante evento.

Mas o pior de tudo é ver tudo de ruim que acontece com o futebol mato-grossense, seja o masculino ou o feminino, amador ou profissional, é que a Federação Mato-grossense de Futebol é uma entidade totalmente inoperante a mais de 20 anos. Do começo dos anos 90 para cá a Federação Mato-grossense de Futebol simplesmente ficou de braços cruzados vendo o futebol e os clubes de Mato Grosso morrerem à mingua.

É a coisa mais difícil a Federação Mato-grossense de Futebol promover ou apoiar um campeonato amador masculino ou feminino que seja. Mas em época de eleição sabe correr atrás dos votos dos times amadores.

Não me recordo de que a Federação Mato-grossense de Futebol tenha nos últimos quarenta anos promovido algum campeonato de futebol feminino ou tenha apoiado alguns desses abnegados que sempre estão lutando em busca de ajuda ou até com recursos próprios, promovem alguns torneios e mini campeonatos (de curta duração) e que já são bem poucos.

Nos últimos anos o futebol amador deu uma revitalizada, pessoas com poder aquisitivo um pouco maior e até micro e médias empresas estão investindo em times de futebol amadores. Que veio a melhorar bastante os níveis dos campeonatos disputados, como os da LICB do bairro Dom Aquino (Ralinha e Jardim Paulista) e em vários outros bairros e também em Várzea Grande. Mas o futebol feminino está relegado à segundo plano.

Recordo-me de alguns campeonatos femininos de curta duração que foram realizados recentemente: o Intermunicipal, promovido por Jorginho Mussa (da radio CBN), envolvendo times de Cuiabá, Várzea Grande e um de Poconé e cuja final aconteceu no mini estádio do CPA-I, com o time do Unidas do Pedregal vencendo ao Mixto por 2 a 0no final de 2013; em 2014, houve um também intermunicipal (Society) no campo Show-bol do Caetano na Vila Ipase em Várzea Grande e um outro também promovido por Caetano, no Iate Clube Várzea-grandense.

É muito pouco, nossas autoridades precisam olhar com mais carinho para esse segmento da sociedade. Temos constatado que muitas jovens hoje em dia tem entrado para a vida de crimes. Isso é consequência da falta de uma melhor politica educacional e de investimentos na área esportiva, principalmente dentro das escolas estaduais, de onde temos certezas sairão muitos nomes que brilharão no esporte no Brasil e pelo mundo a fora.

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