Em 3 meses, 15% daqueles que substituíram cubanos já desistiram do Mais Médicos

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Arquivo/Agência Brasil

Profissionais entraram no programa Mais Médicos após a saída dos cubanos que tinham convênio com o Brasil

Completados três meses do primeiro ano desde que os médicos cubanos deixaram de ter convênio com o Brasil no programa Mais Médicos , ao todo, 1.052 profissionais dos 7.120 brasileiros, que entraram no programa para substituí-los, já desistiram e deixaram os cargos. Isso significa que cerca de 15% dos brasileiros que iriam substituir os médicos cubanos já saíram do programa.

O levantamento que aponta esses dados foi feito pelo jornal Folha de S.Paulo e publicado na edição do jornal desta quinta-feira (4). Segundo a publicação, além desses mais de 7 mil médicos que ingressaram nas duas primeiras rodadas de seleção do Mais Médicos , a previsão era que outros 1.397 médicos, todos brasileiros formados no exterior, iniciassem atividades até o fim da última semana. Porém, o balanço dessas adesões ainda não foi divulgado.

Leia também: Em janeiro, governo dizia que 17% das vagas do Mais Médicos ainda não haviam sido preenchidas

De acordo com o Ministério da Saúde , o tempo médio de permanência dos dois primeiros grupos de profissionais variou de uma semana a três meses. Ainda segundo a pasta, os principais motivos relatados aos municípios para que os profissionais desistissem dos postos foram a busca por outros locais de trabalho e por cursos de especialização e de residência médica.

Ainda não há data definida para a reposição das vagas que, com essas desistências, voltaram a ser abertas pelo Mais Médicos . Onde mais ocorreram  reaberturas de vagas foram em cidades com 20% ou mais da população em extrema pobreza —324 desistências. Em seguida, na lista de perfil das cidades estão capitais e regiões metropolitanas, com 209 desistências, ou 20%.

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