Dom Aquino/Morro do Tambor: Luto por Luiz Assunção, o popular Chibite, irmão de Guilherme

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Nestes tempos de trevas em que ninguém morre de outra coisa que não seja Covid 19, meu antigo vizinho Luiz, popular Chibite, faleceu em decorrência de Infarto Agudo de Miocárdio

CUIABÁ/MT – Na segunda-feira, 01, fomos surpreendidos com post de Mário Carlos, Carlinhos, morador antigo do Morro do Tambor, no Grupo de WhatsApp Amigos do bairro Dom Aquino, do falecimento de LUIZ NUNES DE ASSUNÇÃO, Luizinho como Guilherme o chamava ou Chibite, como o chamavam a gurizada da época [Década de 1970]. Quarto e último filho do casal seo Américo e dona Cira, que moraram na rua Doutor Miguel Melo, próximo à Escola Maria Elisa Bocaiuva, o Grupinho, tradicional escola publica antigo bairro Morro do Tambor, inaugurada no ano de 1963. Na verdade, quem criava Guilherme e os irmãos dele, era dona Maria [não tenho certeza, mas parece-me que ela era mãe de seo Américo]. O casal trabalhava o dia todo e, quem ficava em casa era dona Maria, cuidando das crianças de dos afazeres domésticos.

Essa foto foi feita no dia 15.01.1977, em frente à casa onde Luiz Chibite morava. Aparece somente o rosto de Chibite [Foto do acervo pessoal de Joacir Hermes]

Esse casal, seo Américo e dona Cira, um dos mais antigos moradores do Morro do Tambor, que já não estão mais entre nós, eram muito estimados por todos os outros moradores daquela parte do bairro e tinham uma amizade muito grande com meus pais, seo Joaquim e dona Agripina. Até por termos idades semelhantes [prestamos o Serviço Militar Obrigatório no 9° BECnst, no ano de 1977] e sermos vizinhos, houve uma afinidade muito grande de ambas as partes, inclusive, somos amigos até aos dias atuais, mesmo já não sendo vizinhos, moro na região da Grande Morada da Serra e Guilherme que é Policial Civil, mora atualmente na cidade de Matupá, se não falha a memória. Nossas famílias eram muito amigas. Guilherme frequentava nossa casa bem como Eu a dele. Meus pais gostavam dele, da mesma forma que os pais dele gostavam de mim. Os meninos daqueles tempos eram muito bem educados, respeitavam os mais velhos sem distinção de ser pai ou mãe, irmãos. Tínhamos o hábito de pedir benção aos mais velhos sempre que encontrávamos um, fosse quem fosse. Inclusive, a avó de Guilherme, dona Maria, foi uma companheira de muitos anos de minha mãe de irem para a Igreja Casa da Benção, desde quando começou na casa de dona Miguelina, na rua Major Gama¹.

Conheci, Luizinho desde muito pequeno. Acho que desde os dois ou três anos de idade. A amizade entre Eu e Guilherme, um dos meus primeiros amigos do bairro, começou por volta de 1970 quando éramos meninos ainda, gostávamos de ler gibis, as revistas  Manchete, O Cruzeiro e a Placar de 1971 em diante e a gente curtia muito, jogar futebol. Passávamos praticamente o dia todo no campinho que havia na esquina das ruas Major Gama e Doutor Miguel Melo. Lembro-me, que entre 1973 e 1975, nós fazíamos times de guris menores que nós para jogarmos no campinho e nós claro, íamos para os gols. As crianças daquela época hoje, são senhores e, alguns já são até avós e outros já passaram desta vida. Os irmãos de Guilherme, Chiquinho e Chibite; Ilzo [Piripiri]; Carlinhos e Nando [sobrinhos do Delegado Juca Ramalho]; Dito Bigodinho; Atmá [filho de dona Miguelina], João Oliveira [apresentador de TV], Márcio Pardall [atual diretor do Mixto], Collins, apelidado Tutinho [um menino muito bonito, que morava na rua São Cristóvão e foi morar em São Paulo, para se modelo] Luís Carlos [Bujão]; Edson [Rato] e Créscio [filhos de seo Marcondes]; Juquinha [filho de seo Sebastião Preto]. Apenas os que estou lembrando os nomes neste momento em que digito este texto, mas há vários outros.                    Na foto à esquerda, Dito Bigodinho e à direita foto: Ilzo [Piri Piri, Paulo Caveirinha e Guilherme [Foto: Acervo pessoal de Joacir Hermes].

No Morro do Tambor, na rua Doutor Miguel Melo, onde morou a família de Luiz, Chibite, que atualmente morava com seu irmão Guilherme, me parece na cidade de Matupá, no Norte de Mato Grosso, no começo da década de 1970 moravam poucas famílias por ali. Depois do campinho ficava a casa de seo Marcondes, depois a de seo Eurindo, a de seo Américo e nas esquina havia uma casinha construída com adobos [acho que de duas ou três peças, que não me recordo bem, quem era o proprietário] aí já era a escola Elisa Bocaiuva, “o Grupinho”, tudo isso do lado direito da rua, no sentido rua Major Gama/Grupinho. Do lado esquerdo, após os fundos do quintal da casa de dona Miguelina, havia as casas da família de Dito “Pé de Bola”, de seo Zé Baiano, de seo Sílvio, a casa/bar de Zé Garrucha e já só na esquina com a rua Cônego Pereira Mendes ficava a casa de seo Picuá, pai de Totólão. Em frente, do outro lado da rua, era a casa da família de Joel e seo Branco. Ao lado, já descendo em direção à rua Fernando Ferrari, ficavam as casas de seo João e dona Maria [pais de Oliveira, Mario e Nicóia]; de seu Lengo, e já na esquina, do lado da casa de seo Picuá, moravam seo Joãozito e dona Enedina [pais do famoso Elói “Satanás”].

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