Dom Aquino/Morro do Tambor: A Rua Doutor Miguel Miguel

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Até 1978, era só a metade do que é hoje!
CUIABÁ/MT – Esta rua do antigo bairro Morro do Tambor, está situada entre as ruas: São Cristóvão e Fernando Ferrari. Até o ano de 1978, ia da Rua Major Gama até a Travessa Severino de Albuquerque [casa da família do meu saudoso amigo Guiei e da família de seo José Proença, pai da professora Jacy Proença, ex-prefeita de Cuiabá].
Nesse ano, através do Projeto Cura da Prefeitura de Cuiabá, lançado na gestão Anildo de Lima Barros, abriu a continuação dessa rua, Doutor Miguel Melo até à Avenida Dom Bosco em frente à Caixa D’Água. Esse projeto, também abriu as continuações da Rua Major Gama até a Rua Irmã Elvira Paris [antiga Rua das Flores] e da Rua João Barbosa de de Faria, entre as Ruas São Cristóvão e Fernando Ferrari. Além de que, esse projeto pavimentou 100% o bairro Dom Aquino.
Para dar continuidade a essas ruas, os imóveis de várias famílias precisaram ser demolidos, pois estavam dentro do traçado dessas obras. Para a continuidade da rua Doutor Miguel Melo, duas casas que que o Coronel Correa alugava e parte da residência em que morava, precisaram ser removidas. No trecho da rua Major Gama até a rua Irmã Elvira Paris, foi a casa da família de dona Tuní que precisou ser demolida, além de que um poço que havia no quintal da residência dela, precisou ser aterrado. Também casas precisaram ser demolidas para a rua João Barbosa de Faria pudesse chegar até a rua Fernando Ferrari.
Essa rua passa ao lado do edifício Kaiaby [construído no terreno onde morou a família de meu amigo e colega de Exército João Coenga e Helena, a morena mais bonita que já morou no Morro do Tambor] e do outro lado da rua São Cristóvão do terreno onde há muitos anos mora a família de dona Nieta, irmã de meu amigo Caxé e esposa do conhecido feirante Wandil, já falecido. A família que morava ao lado da casa do conhecido Caxé, onde abriu a rua Travessa João Barbosa de Farias, são os meus avós Dona Corina e Seu Baiano (Valmiro), e seus filhos Nei, Sônia, Vera e Piribe. Após a abertura da rua, passaram a residir ao lado da associação da Embratel, na mesma rua! [Informações de Viviane Nascimento, neta do casal], já na esquina com a Rua Fernando Ferrari passou no local onde eram casas de “seo” Moraes e os filhos dele [o mais velho não lembro o nome, o do meio era Antônio “macaco de bunda vermelha e o caçula, Sabino “coco de garrote”] e do casal Nilo Boi, famoso verdureiro que andava pelas ruas Fernando Ferrari, Major Gama, São Cristóvão, Pimenta Bueno, Várzea Ana Poupino, Areal gritando “Aloooooooooo!!!” e dona Tereza.
Os poços que havia nos quintais das casas de dona Tuní e dona Maria do Poço, que era mãe dos ex-jogadores profissionais Severino, que jogou no Campinas, no Atlético Mato-grossense e Mixto e Groza que jogou no Campinas e na Ponte Preta do Morro do Tambor [time amador] eram de vital importância para os moradores do Morro do Tambor e redondezas, tendo em vista que nessa época a água encanada chegava muito fraca às torneiras das residências [na verdade, só ficava pingando] e a gente precisa abastecer as casas com recipientes como tanques [feitos com tijolinhos ou tambores de 200 litros].
Lembro-me que em 1965, quando fui à escola pela primeira vez [Grupo Escolar Maria Elisa Bocaiuva Correa da Costa], a rua Major Gama era de terra batida e estreita e a rua Doutor Miguel Melo era ainda mais acanhada, na verdade, apenas uma trilha por onde trafegavam carroças, charretes e cavalos e com pouquíssimas casas. A casa de minha família fica quase na esquina da rua Major Gama com a rua Doutor Miguel Melo e entre nossa casa e a rua havia um terreno baldio onde existiu o Campo da Ponte Preta do Morro do Tambor, que existiu possivelmente entre 1969 e 1983 [porque lembro-me, claramente que em 1982 (Copa da Espanha), o campo ainda existia]. Nesse ano, 1965, lembro que nessa rua moravam as famílias de seo Marcondes, seo Eurindo e dona Benedita, seo Américo e dona Círia, aí vinha o Grupinho. E na esquina, no outro da rua Doutor Miguel Melo, havia a casa do casal seo Leodório ou Tenodório [não lembro qual o o nome correto] e dona Miguelina. À partir da década de 1970 é que novas famílias foram se estabelecendo nessa rua como as de Dito Pé de Bola, Zé Baiano, seo Sílvio e Zé Garrucha, que tinha um bar muito frequentado pelos jovens e adultos que costumavam bater uma bolinha no campinho do Morro do Tambor.
A fotos do do acervo pessoal de Joacir Hermes [com exceção à número 2 [print do Google Earth], a 7 e 8: 1) O complemento da rua João Barbosa de Faria, aberto em 1978; 2) O complemento da rua Doutor Miguel Melo aberto em 1978 [ao fundo a Caixa D’Água; 3) Casa na Travessa Severino Albuquerque, onde morou o saudoso Guiei; 4) Trecho da Rua Major Gama, onde pode-se ver a rua antes de ser pavimentada; 5) Cruzamento das ruas Major Gama com a Doutor Miguel Melo [a casa na esquina, foi construída onde havia o Campinho do Morro do Tambor]; 6)  Trecho da Rua Doutor Miguel de Melo do lado do Grupinho [escola Elisa Bocaiuva], as casas azul até à bege, já existiam em 1965;  7)  casal seo Valmiro [Baiano] e dona Corina e 8) dona Corina com seus filhos. [Fotos: Viviane Nascimento].
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