Deputado Marcelo Nilo é alvo de operação da PF e MPE em Salvador

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Operação da PF e MPE cumpre mandados de busca e apreensão na casa do deputado estadual Marcelo Nilo
Reprodução/Facebook

Operação da PF e MPE cumpre mandados de busca e apreensão na casa do deputado estadual Marcelo Nilo

Sete endereços relacionados ao deputado estadual Marcelo Nilo (PSL) estão sendo alvos, na manhã desta quarta-feira (13), de mandados de busca e apreensão, em uma operação deflagrada pela Polícia Federal (PF) e pelo Ministério Público Eleitoral (MPE).


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A operação, apelidada de Opinião, investiga o crime de falsidade eleitoral. De acordo com as investigações, o caso é investigado tanto no MPE quanto na PF, que buscam apurar se o deputado Marcelo Nilo
prestou informação falsa à Justiça Eleitoral.

De acordo com o MPE, há indícios de que o parlamentar seria controlador da Babesp (Instituto Bahia Pesquisa e Estatística) e que teria utilizado a empresa para fraudar a contabilização dos recursos utilizados de maneira ilegal em campanhas políticas. Ou seja, teria permitido um caixa dois. Além disso, o deputado pode ter manipulado também o resultado das pesquisas eleitorais divulgadas pela Bapesb.

Os endereços relacionados ao parlamentar são todos de Salvador. Entre eles, estão a casa de Nilo e seu gabinete na Assembleia Legislativa do Estado.


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Alguns mandados são cumpridos ainda em endereços relacionados à Babesp e ao genro do deputado. A operação visa apreender documentos, papéis, registros e dados arquivados em equipamentos de informática que possam contribuir com as investigações.

Os mandados foram expedidos pelo Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), com base em representação formulada pela Procuradoria Regional Eleitoral na Bahia (PRE-BA), em procedimento que investiga o crime de falsidade eleitoral, previsto no artigo 350 do Código Eleitoral.

Delatado pela Odebrecht

O deputado estadual é suspeito de receber vantagens indevidas para sua campanha eleitoral à Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), no ano de 2014. Tal acusação foi feita pelos delatores da Odebrecht André Vital Pessoa de Melo e Benedicto Barbosa da Silva Júnior.

De acordo com Vital, em 2013, Nilo solicitou a contribuição a pretexto da campanha eleitoral do ano seguinte. Esse pedido teria sido levado para a aprovação de Benedicto Junior.


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Na época, o deputado disputava o cargo pelo PDT. Sua filiação ao PSL ocorreu apenas em março de 2016, quando Marcelo Nilo assumiu também a presidência do partido.

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