Deputado cobra melhorias em escola estadual de Ponte e Lacerda

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Deputado Dr. Gimenez visitou a escola que apresenta telhado com infiltração, instalação elétrica precária, pintura antiga e muitos outros problemas

Foto: ROSE DOMINGUES

Telhado com infiltrações, rede elétrica precária, banheiros antigos, quadra com infestação de pombos e carteiras insuficientes e velhas. Os problemas estruturais da Escola Estadual Vale do Guaporé, em Pontes e Lacerda (443 km a oeste da capital), persistem há anos e precisam de uma solução definitiva para acolher mais de 800 alunos, do 1º ao 9º do ensino fundamental.

Esta é a avaliação do deputado estadual Dr. Gimenez (PV), que fez uma visita à unidade escolar na semana passada e se deparou com diversas demandas importantes que precisam ser sanadas com urgência pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc), por interferir diretamente na qualidade de ensino.

“A gente vê notícias muito boas de alunos da rede pública ingressando em universidades públicas, como a UFMT, e em cursos como Medicina. Isso prova que o ensino público dá resultado, mas precisa de mais investimentos do governo para melhorar a estrutura das escolas que não podem mais estar caindo aos pedaços, elas têm que ser atrativas, confortáveis e bonitas, é disso que nossas crianças e jovens precisam”.

O parlamentar apresentou nesta quarta-feira (05), durante a sessão na Assembleia Legislativa, uma indicação para que a Seduc faça melhorias na unidade escolar, entre elas, ele citou a pintura completa do prédio, que está desgastada e antiga, o que vai proporcionar um ambiente mais acolhedor; ele também pontou a necessidade de uma fachada estruturada e sinalizada.  Barracão de madeira e telha Eternit é o espaço usado como ‘sala de vídeo’ hoje pela crianças, explica o diretor Edir Oliveira

Foto: ROSE DOMINGUES

Conforme o diretor Edir Oliveira, o fato de não ter um acesso exclusivo gera insegurança a alunos e professores, pois como são diversas entradas de acesso e não há meios de haver alguém vigiando, é impossível fazer o controle de todos que entram e saem. Ele também descreve a atual sala vídeo como precária: um barracão de madeira coberto com telha de Eternit.

“É um apelo muito grande que tenhamos ambiente adequado para atender nossos alunos, do jeito que está é muito ruim. Pedimos a demolição desse barracão e a construção no mesmo lugar de sala de vídeo, reunião e apoio pedagógico, que não temos. Embora a gente receba toda a demanda de matrículas da região, não há contrapartida em investimentos para adequar nossa estrutura”, explica o servidor.

Sobre a quadra poliesportiva, ele descreve como “angustiante”, pois principalmente na época da seca acumula muita sujeira dos pombos, gerando mais trabalho para a equipe de limpeza, além de ser um risco constante de transmissão de doenças aos alunos. “Os pombos são atraídos por uma fábrica de ração que fica perto da escola. Uma das soluções seria a instalação de uma tela de proteção”.

A rede elétrica da escola não fica atrás, por ser muito antiga, não está compatível com a sobrecarga exigida pelos aparelhos de ar-condicionado. Por causa disso, as quedas de energia são frequentes, deixando as salas sem ventilação e quentes todas as tardes, quando o calor é mais intenso (não há mais ventiladores instalados).  Na quadra, há problemas com pombos que colocam em risco a saúde de mais de 800 alunos

Foto: ROSE DOMINGUES

“Nosso estado possui temperaturas elevadas durante a maior parte do ano, não tem como o professor dar aula no calor, por isso, a questão afeta diretamente no desempenho e aprendizado dos estudantes. Pode parecer algo pequeno, mas impacta muito a escola”, reforça o deputado, que vai intermediar as melhorias junto ao Governo do Estado.

O telhado também está precário e precisa ser refeito em vários pontos, como no pavilhão 02 e na sala e pavilhão 01, o que inclui desde o madeiramento até a troca das telhas que estão quebradas, velhas e onde há vazamento constante de água, o que é mais um item que afeta a rede elétrica.

Existe ainda a demanda de manutenção no telhado do refeitório, da sala dos professores, da secretaria e coordenação, para que não apresentem os mesmos problemas que os demais. Além de investimento na parte estrutural, o diretor pede mais 200 novos conjuntos escolares.

“Temos adotado medidas paliativas, que contam com o apoio e dedicação dos professores, mas teríamos que fazer muito mais para realmente oferecer um ambiente estimulante aos nossos alunos, por isso buscamos sensibilizar os gestores, para que olhem para a escola com carinho”.

Revisão do PDE – Durante a visita, o vereador de Pontes e Lacerda, Anderson Barbosa, pontou que o município tem sete escolas estaduais que enfrentam dificuldades com a falta de atualização do Programa de Desenvolvimento da Escola (PDE), que há mais de 10 anos não sofre qualquer reajuste por parte do governo.  Várias partes do telhado precisam urgente de reforma, pois está com telhas quebradas e infiltrações, o que potencializa os problemas na instalação elétrica que é ruim

Foto: ROSE DOMINGUES

“Estamos satisfeitos e gratos com a pontualidade e regularidade no pagamento do PDE, mas por outro lado, é importante deixar claro que esse recurso precisa se adequar à nova realidade das escolas que hoje estão todas climatizadas e por isso tiveram um incremento significativo nas despesas com energia e outras despesas de manutenção”.

Para Dr. Gimenez, as escolas não têm como fazer milagre quando há um aumento de despesa e a receita continua a mesma, a conta não fecha, em razão disso estará atuando junto à Secretaria de Educação, para que possa ajudar as escolas a se organizar para receber melhor os alunos. “Eu sempre digo que educação não é gasto, é investimento, pois o retorno é o crescimento econômico e social do país”.

Fonte: ALMT
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