Delegada do caso Beto Freitas diz que morte não foi racismo

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20/11/2020 – 03 horas atrás

A delegada Roberta Bertoldo, que fará a investigação do homicídio de João Alberto Silveira Freitas, homem negro de 40 anos que foi espancado até a morte por seguranças de uma loja do Carrefour em Porto Alegre, declarou à Folha de S. Paulo que o caso não se trata de racismo.

Os dois suspeitos, um homem de 24 anos e outro de 30 anos, foram presos em flagrante. Um deles é policial militar e foi levado para um presídio militar. O outro é segurança da loja e está em um prédio da Polícia Civil. A investigação trata o crime como homicídio qualificado.

Assista ao vídeo do momento abaixo (atenção: as imagens a seguir podem ser perturbadoras. A visualização está disponível apenas para maiores de 18 anos, diretamente na plataforma do YouTube):

Bertoldo, no entanto, não explicou porque o caso não se trata de racismo. A morte de Beto Freitas, como o homem era conhecido, é apurada pela 2ª Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa de Porto Alegre.

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, também declarou nesta 6ª feira que o homicídio não se enquadra como racismo. Para mim, no Brasil não existe racismo. Isso é uma coisa que querem importar para o Brasil, não existe racismo aqui. Eu digo para você com toda tranquilidade, não tem racismo aqui. Eu morei nos Estados Unidos, racismo tem lá.

Mourão classificou o ato dos seguranças do Carrefour como lamentável” e disse que era um caso de segurança completamente despreparada para o trabalho que tem que fazer”. 

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