Brasil tem os piores políticos do mundo, diz pesquisa de Davos (Suíça)

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Congresso Nacional brasileiro, onde estão os piores políticos do mundo, segundo pesquisa do Fórum de Davos na Suíça. [Reprodução]

Os políticos brasileiros são os menos confiáveis do mundo. Não. Não é uma opinião pessoal nem alguma mensagem postada nessa usina de maldades que são as redes sociais. Trata-se de uma constatação do Fórum Econômico Mundial, aquele que reúne, todos os janeiros, a elite global, divulgado quarta-feira (27.09).

No sub-item “Confiança do público no político“, o Brasil aparece na 137ª posição, o último lugar, já que são 137 países que compõem o índice.

Apesar dessa vergonhosa colocação, o Brasil melhorou 11 posições no quesito “instituições“, um dos 12 pilares que são medidos pelo fórum e do qual a confiança nos políticos é um sub-item.

A melhora que, segundo o relatório que acompanha o ranking, se deve ao menos em parte à Operação Lava Jato.

Não deixa de ser um desmentido aos comentários interessados feitos discreta e marotamente por acusados e seus defensores de que a Lava Jato prejudica a economia, ao atingir grandes empresas e seus principais executivos.

O texto diz que o ganho de 11 pontos no pilar instituições “mostra os efeitos de investigações que levam a uma maior transparência e a percepção de procedimentos bem sucedidos para reduzir os limites institucionais da Constituição do Brasil“.

Melhorar nesse quesito significa muito pouco, no entanto, mesmo subindo 11 posições, o Brasil fica em 109ª posição no pilar “instituições“, sempre entre 137 países. Ou seja, há apenas 28 países com instituições menos favoráveis à comunidade do que o Brasil. No conjunto do ranking, como a Folha de São Paulo já mostrou, o Brasil ocupa a 80ª posição, na metade de baixo da tabela, portanto.

Nada surpreendente: há outros itens em que a posição brasileira fica perto dos últimos lugares no mundo ou até em ultimo na confiança nos políticos. É o caso, por exemplo, do “efeito da tributação no incentivo para trabalhar“, no 137 lugar. Outro “efeito da tributação no incentivo para investir“, no penúltimo lugar.

Fica claro que o sistema tributário brasileiro é um gargalo enorme para a competitividade, mas entre as reformas na agenda do governo Temer não figura a tributária.

Há outros vexames na classificação, de resto tradicionais. Exemplos: em qualidade de educação primária, o Brasil, fica em 127º lugar. Na qualidade Ensino de Matemática, pior ainda (131º lugar).

Bem feitas constas, a grande qualidade brasileira independe da ação dos governos, dos empresários ou da sociedade: é o tamanho do seu mercado ou seja de sua população. Nesse “pilar“, o Brasil é o 10º colocado, mesmo assim duas posições abaixo da que ocupava no ano anterior.

Pior: esse gigantesco mercado não funciona bem. O pilar “eficiência do mercado de bens” leva o país para 122º lugar.

Como competitividade é fator chave para o desenvolvimento econômico, o ranking do fórum coloca o Brasil no 3º mundo.

 

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