Assediadores estão em altos cargos dentro do grupo Globo, segundo jornal

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Fonte: site

O nome da atriz Dani Calabresa se tornou um dos mais comentados ao longo de todo o fim de semana, depois que a Revista Piauí expôs com detalhes supostos assédios cometidos pelo humorista Marcius Melhem, antigo diretor do departamento de humor da Rede Globo.

A referida publicação expôs depoimentos de dezenas de mulheres que já trabalharam com o humorista e o acusam de assédio. Dani Calabresa é uma dessas mulheres que descreve todas as vezes que foi assediada pelo humorista enquanto trabalhavam juntos no programa “Zorra”.

O caso chocou a web e logo se tornou um dos assuntos mais comentados da web, porém, segundo a colunista Fábia Oliveira, do jornal ‘O Dia’, este não teria sido um caso isolado e casos com o de Dani Calabresa seriam constantes dentro da emissora.

De acordo com a jornalista, além de supostamente não dar suporte para que as funcionárias sejam protegidas, o depoimento das vítimas seria colocado em dúvida por superiores quando elas relatam casos de assédio.  Ainda de acordo com a colunista, casos como o da humorista são antigos e a emissora supostamente teria a preferência de acobertá-los ao invés de expô-los, só lidando com eles quando o assunto ganha repercussão, como foi o caso de Dani.

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De acordo com o jornal ‘O Dia’, há um diretor, ainda contratado da emissora, que costuma assediar as atrizes com as quais trabalha, ressaltando que em uma ocasião, ele chegou a pedir para a autora da trama matar a personagem da atriz depois dela se recusar a aceitar as suas investidas.  A emissora supostamente tem conhecimento deste caso e não se posicionou.

Uma outra atriz, que já teria protagonizado novelas na Rede Globo, tomou a decisão de denunciar o diretor depois de ter sido assediada por diversas vezes, porém, ela teria sido ameaçada por esse mesmo diretor ao ressaltar que levaria o caso à direção da emissora, que questionou: “Você acha que eles vão acreditar em mim ou em você?”. A situação teria chegado a tal ponto, que as atrizes preferiram ir para a Record TV.

A jornalista alega que a emissora tem consciência destes casos. A colunista ainda defende que outras atrizes, que preferiram não ter suas identidades expostas, também alegaram terem sido assediadas por esse mesmo diretor, mas preferiram não falar sobre o assunto de forma pública.

De acordo com a jornalista, o caso de Dani teria repercutido dentro da emissora antes de ser exposto publicamente e diversas mulheres, as quais Dani pediu ajuda, supostamente se recusaram a se posicionar.

Fabia alega que Dani Calabresa chegou a pedir ajuda a outras mulheres de cargos maiores para contar sobre o ocorrido, entre elas, Mônica Albuquerque, chefe do desenvolvimento e acompanhamento artístico, que em teoria deveria dar apoio a atores com problemas, mas que supostamente fez pouco para ajudar Calabresa.

Já, Daniela Ocampo, braço direito de Marcius Melhem, aconselhou que Dani fizesse terapia e viajasse para o exterior ao ouvir o relato de Dani. De acordo com Fábia, além deste posicionamento, Daniela teria organizado um abaixo-assinado via WhatsApp em prol do humorista depois que o caso se tornou público.

Ainda de acordo com o jornal, a forma com que a Globo lida ao demitir casos que se tornam públicos também seriam supostamente questionáveis, já que a emissora teria o hábito de enviar à imprensa comunicados elogiosos sobre os mesmos e contanto que os citados optaram por seguir outros projetos pessoais ou aposentar-se.

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