A HISTÓRIA SE REPETE: COMO EM 1970, 1977, 1979, 1981 E 2008, A PONTE MORREU NA PRAIA

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O cuiabano Lúcio, jogou a histórica final pela Ponte Preta. Reprodução da final do Campeonato Paulista de 1977, Foto: Gazeta Press

Ponte-pretano é o verdadeiro torcedor traumatizado, que precisa acreditar que seu dia virá

DE SÃO PAULO – Em 1977, foi quase unânime ser insuportável para a Ponte Preta superar o Corinthians em três jogos seguidos no Morumbi lotado pela fiel. Em 1979, também.

Agora, o impossível estava em reverter um placar adverso de 3 a 0 (Muito discutido, sobre a Ponte ter amolecido a primeira partida) obtido pelo Corinthians, no Moisés Lucarelli, em Campinas. Desta vez, o sentimento era unânime e não era burro, apenas realista.

A festa que já durava uma semana, virou bagunça, com uma hora de jogo na Arena Corinthians lotada por mais de 46 mil torcedores quando Romero perdeu e marcou o o gol que ampliava para 4 a 0 o placar agregado, um gol que não foi direto como o de Basílio em 1977, mas que não cabe comparar, até porque a Ponte ainda empatou.

Basílio festeja o gol que deu o título Paulista de 1977 ao Timão, depois de 23 anos de jejum. [Revista Placar nº 391 – 21-10-77]
Dizem que a história se repete como farsa. Coube ao Corinthians desmentir a máxima e faze-la repetir como festa. Desde que o jogo final começou, quem criou chances de gol foi o campeão estadual pela 28ª vez, o 5º paulistinha no século 21. Uma vez com Maycon que mandou na trave e outra vez com Jô.

Segue a via crucis o time campineiro em busca de um título perseguido desde 1900 O torcedor ponte-pretano, é o verdadeiro torcedor traumatizado em São Paulo, aquele que precisa acreditar que seu dia virá.

Desde que voltou da voltou da Série B, em 2009, o Corinthians é compacto, seguro e letal. Não joga à base das tabelinhas de Sócrates e Palhinha, não tem um virtuose como Luizinho, nem um ídolo das multidões como Marcelinho Carioca. Tem conjunto.

O melhor momento desta era corintiana foi com o treinador Tite, campeão mundial em 2002 marcando, seguro, preciso. Também houve momentos marcantes com Mano Menezes.

No inicio de 2009, quando o Corinthians era criticado, fazia sentido prestar atenção do fato que equipe não perdia. Time que não perde, merece respeito, sempre.

Meses depois das críticas por jogos, aparentemente sem brilho, o Corinthians foi campeão Paulista invicto, e da Copa do Brasil.

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