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Inaugurado há 13 anos, o miniestádio do Jardim Marajoara, em Várzea Grande, tornou-se mais um lugar sem destinação social na cidade

Aline Almeida
Da Reportagem

Inaugurado há 13 anos, o mini estádio radialista Cláudio Kiesque no bairro Jardim Marajoara em Várzea Grande tornou-se mais um lugar sem destinação social na cidade. Como vários locais no município, o campo que deveria ser um espaço de lazer está abandonado e serve como ponto de usuários de drogas. Sem iluminação e sem a real destinação, o miniestádio é mais um motivo de preocupação para os moradores.

A população afirma já sofre com a falta de policiamento e com o aumento da criminalidade na região e um local que deveria servir à sociedade oferece ainda mais risco. A pouca grama, telas rasgadas, vestiários que viraram casa de usuário de drogas, o acúmulo de lixo, são a imagem de um lugar que já abrigou competições de futebol amador e até mesmo escolinhas de futebol.

Silvana Maria de Andrade, moradora do bairro, diz que quando o local foi inaugurado, dava gosto de se ver. Ela conta que o filho até fazia aula de futebol.

“No começo até tinha um senhor que cuidava e sempre limpava o campo. Mas, depois, o lugar foi ficando abandonado e a criminalidade tomando conta. Logo de manhã você vê muitos usuários de droga no local e é assim o dia todo. Tem gente que até dorme aí. Dá uma sensação de insegurança para nós”, diz.

Silvana afirma ainda que antes a polícia até fazia várias rondas na região e revista nas pessoas que aglomeravam no local, bebendo e usando droga. “Isso até inibia a presença deles. Mas aos poucos deixou de ser feito. Aqui saem várias brigas entre os usuários. Teve até morte”, ressaltou.

Sebastião Ferreira da Silva conta que muitas pessoas utilizavam o local para fazer caminhada e até praticar esportes. Mas, aos poucos, a população, além de sofrer com a sujeira e abandono, foi expulsa pelos usuários de drogas.

Segundo o morador, há mais de dois anos o local até chegou a ser iluminado e receber refletores, no entanto, os fios foram roubados e desde então o lugar está tomado pela escuridão.

“Nós sabemos que um lugar desse também depende do cuidado da comunidade. Mas pode ter certeza que se o miniestádio está desta forma não foi a comunidade que fazia uso que deixou. Estamos cada vez mais reféns da criminalidade. Você veja como uma coisa puxa outra. A prefeitura não cuida do local, a polícia não faz seu papel e fica assim”, diz.

Sebastião afirma que o cenário não é exclusividade do campo do Marajoara. Segundo ele, o município só faz o papel de inaugurar e não zela pelo bem público.

No caso do miniestádio, ele diz que o local nunca passou por uma reforma. Sebastião confirma que em toda a cidade várias obras estão nesta condição.

“É uma pena ver a nossa cidade se acabar deste jeito. Os nossos representantes acabam esquecendo que o povo precisa ser atendido em todas as áreas. Se este miniestádio tivesse cumprindo a sua função social, quantos jovens deixariam de ir para o caminho das drogas. É uma pena que o futuro de nossos jovens não seja de interesse de nosso governo”, afirmou Sebastião Ferreira.

O secretário de comunicação Marcos Lemos afirmou que a prefeitura deve tomar uma providência em relação ao miniestádio. Segundo ele, um local público não deve ficar abandonado. Marcos diz que a prefeitura fará um levantamento do que é de responsabilidade do município e adotar as providências devidas.

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